Curitiba, PR – O Instituto Burburinho Cultural inaugura, nesta sexta-feira (21 de agosto), às 14h, um estúdio de artes e robótica na Escola Municipal Professor José Busnardo, localizada na Vila Fanny. A estrutura receberá gratuitamente 60 estudantes da rede pública para as atividades da 3ª edição do projeto Engenhoka, que combina linguagens artísticas e formação tecnológica na capital paranaense.
A iniciativa já passou pelo Colégio Estadual Integral Professor Homero Baptista de Barros, também em Curitiba. Nesta nova etapa, os alunos participam de cerca de 40 horas de formação prática entre agosto e dezembro de 2026. As oficinas ocorrem no próprio colégio, dentro do espaço montado pela organização social.
O estúdio conta com impressoras 3D, tablets e ferramentas pedagógicas voltadas à criação prática, raciocínio lógico e concentração. Ao longo das aulas, as turmas criam esculturas interativas que integram arte e circuitos eletrônicos. No encerramento do ciclo, as produções serão expostas para a comunidade escolar em uma mostra aberta.
A produtora executiva do Instituto Burburinho Cultural, Joelma Veiga, destacou o objetivo social da ação: “Meu papel é ajudar a construir caminhos para que esses alunos se reconheçam como potência. A cultura abre caminhos, desperta talentos e mostra para essas crianças e jovens que eles podem ocupar qualquer espaço que desejarem”, afirmou.
Protagonismo e tecnologia de baixo custo
Na edição anterior realizada na cidade, estudantes desenvolveram experimentos com materiais acessíveis e componentes eletrônicos. A aluna Rafaelly Nogueira Martins, de 16 anos, montou com seu grupo uma turbina eólica feita com papelão, garrafas PET e sensores para demonstrar a geração de energia.
“Durante as aulas do Engenhoka, aprendemos que nada é impossível. Fazemos com o que temos, mesmo quando os recursos são limitados”, contou Rafaelly.
Nesta 3ª edição, o Engenhoka atende 420 estudantes de colégios públicos no Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. As atividades acontecem em Curitiba, São Bernardo do Campo, Macaé, Rio de Janeiro e Salvador. Desde o início do programa, mais de mil alunos participaram das oficinas e 17 estúdios maker foram instalados.
Metodologia em cinco módulos
O percurso pedagógico do projeto é estruturado em cinco módulos orientados por instrutores e monitores locais. Cada participante recebe um kit individual (box maker) com os componentes utilizados nas aulas.
A metodologia técnica foi elaborada pela PiCode Education, empresa de cultura maker aplicada ao ensino. O conteúdo pedagógico conecta fundamentos da robótica a referências de artistas visuais que romperam padrões estéticos entre os séculos XIX e XX.
O trabalho alinha suas metas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU: educação de qualidade (ODS 4), redução das desigualdades (ODS 10), paz, justiça e instituições eficazes (ODS 16) e parcerias para o desenvolvimento (ODS 17).
O Engenhoka é financiado pela Lei Rouanet (Lei Federal de Incentivo à Cultura) com patrocínio de Otis, Trident Energy, SLB, Wilson Sons, Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), ExxonMobil, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura. A realização é do Instituto Burburinho Cultural e do Ministério da Cultura (Governo Federal).




















