Famílias aguardam até três meses por atendimento no CENNI

Famílias aguardam até três meses por atendimento no CENNI

Prefeitura informa que 280 crianças estão na fila por atendimento no Centro de Nutrição Infantil; 140 casos têm prioridade clínica e 47 pacientes recebem fórmulas alimentares especiais

Foto: Christian Rizzi.
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Foz do Iguaçu, PR – A espera por atendimento no Centro de Nutrição Infantil (CENNI) continua sendo motivo de preocupação para famílias de Foz do Iguaçu, principalmente para pais de recém-nascidos diagnosticados com Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV), condição que exige acompanhamento especializado e o uso de fórmulas alimentares específicas.

Em resposta ao Requerimento nº 364/2026 da Câmara Municipal, a Prefeitura informou que o tempo de espera para a primeira consulta no CENNI é de aproximadamente três meses. Atualmente, 280 crianças aguardam atendimento, das quais 140 possuem prioridade clínica. O município também informou que 47 crianças recebem fórmulas alimentares especiais.

As informações constam no Ofício nº 8.053/2026, encaminhado ao Legislativo. Segundo o requerimento, o pedido de esclarecimentos foi motivado por relatos sobre dificuldades no acesso ao atendimento para recém-nascidos com APLV, condição que demanda acompanhamento especializado e utilização de fórmulas alimentares de alto custo.

Conforme a Prefeitura, após o diagnóstico, a criança passa por avaliação da equipe do CENNI, recebe acompanhamento de uma nutricionista, é incluída no protocolo municipal de atendimento e, posteriormente, recebe visita domiciliar.

O município informou ainda que, quando não há possibilidade de aleitamento materno, são fornecidas fórmulas capazes de suprir 100% das necessidades nutricionais da criança. Nos casos em que a amamentação é mantida, o fornecimento corresponde a 50% da necessidade nutricional.

Equipe do CENNI

De acordo com a Prefeitura, o quadro permanente do Centro de Nutrição Infantil é composto por duas nutricionistas, com carga horária de 30 horas semanais cada, além de uma pediatra cedida e uma fonoaudióloga cedida. O Executivo afirma que não há déficit de profissionais na unidade.

Além da equipe fixa, parte dos atendimentos especializados é realizada por profissionais contratados por meio de convênios, emendas parlamentares, recursos próprios e trabalho voluntário.


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