Preparação para temporais no Paraná treina servidores em Foz

Preparação para temporais no Paraná treina servidores em Foz

Exercício promovido pela Defesa Civil do Estado capacita servidores municipais de Assistência Social e Obras para enfrentar desastres associados ao fenômeno El Niño no interior.

Equipes municipais planejam socorro a desabrigados na região. Foto: PMFI.
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FOZ DO IGUAÇU, PR — Servidores públicos de diferentes áreas da administração municipal participaram de um treinamento prático para alinhar ações de emergência e socorro diante do risco crescente de tempestades e temporais na região. O exercício de preparação para temporais no Paraná, estruturado como um Simulado de Mesa, reuniu integrantes da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil e das secretarias de Assistência Social, Obras e Meio Ambiente de Foz do Iguaçu, ao lado de delegações de outras cidades do Oeste paranaense. A atividade foi organizada pela Coordenadoria Estadual da Defesa Civil (CEDEC), por meio do 4º Núcleo de Atenção Regional (NAR), com o objetivo de testar a pronta resposta do poder público no atendimento direto à população afetada por desastres naturais e pelos efeitos do fenômeno El Niño.

Treinamento de preparação para temporais no Paraná simula crises

A capacitação avançou por etapas progressivas para simular a evolução real de uma crise climática no território. Segundo o inspetor da Guarda Municipal e integrante do Setor Operacional da Defesa Civil de Foz do Iguaçu, Vandro Cezar Arenhardt, o ciclo de formações preparou as equipes locais desde os primeiros avisos de risco até o momento mais grave do impacto na infraestrutura urbana. “Já tivemos dois encontros anteriormente. O primeiro abordou um cenário sobre os alertas emitidos em relação a um possível desastre que poderia ocorrer no município. Na sequência, houve um novo encontro, no qual foi tratado sobre a confirmação desse evento severo já com registro de danos severos no município e a previsão de um agravamento na situação. Hoje, entramos em um terceiro cenário, que é de um desastre propriamente dito no município”, detalhou Arenhardt.

Assistência Social garante amparo às famílias

Além da desobstrução de vias e do recolhimento de estragos físicos, a dinâmica priorizou a logística de acolhimento social das comunidades vulneráveis. O diretor de Gestão do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), Renann Ferreira, ressaltou que a integração prévia entre os setores garante agilidade no socorro e protege os direitos dos moradores atingidos. “O principal papel da Secretaria Municipal de Assistência Social é o apoio às famílias que poderão ficar desabrigadas, quando forem necessários acolhimentos em abrigos, realização de cadastros, orientações para acesso a programas e recursos, além da reconstrução da história dessas famílias. A Assistência Social também atua, nesses momentos, no recebimento e organização de doações. Caso ocorra um desastre ou uma situação de emergência, é fundamental termos um plano de ação e compreendermos o nosso papel”, afirmou Ferreira.

Durante a atividade, as equipes municipais receberam fichas de trabalho e tiveram 20 minutos para elaborar estratégias de contingência diante dos problemas apresentados pela coordenação estadual. Ao término das apresentações, os técnicos da CEDEC avaliaram o desempenho dos municípios, apontando pontos positivos, ajustes necessários e a disponibilidade de recursos do Estado para apoiar o planejamento local e a assistência humanitária. A iniciativa busca fortalecer a tomada de decisões rápidas, a comunicação entre os órgãos e a gestão contínua de riscos climáticos.


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