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Seminário reforça combate ao tráfico de pessoas em Foz

O Município recebe o XII Seminário de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, que reúne instituições e especialistas para discutir prevenção, combate ao crime e proteção às vítimas

Foz do Iguaçu recebe, nesta quinta-feira (30), o XII Seminário de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, realizado em referência ao Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e ao Trabalho Escravo. O evento acontece no Recanto Cataratas Thermas Resort & Convention e reúne especialistas, representantes de instituições públicas, organizações da sociedade civil e profissionais que atuam na proteção de vítimas.

Com o tema “Pontes de proteção: articulação e cooperação no enfrentamento ao tráfico de pessoas”, o seminário promove debates sobre estratégias de prevenção, identificação de vítimas e enfrentamento ao crime, além de fortalecer a integração entre os órgãos que compõem a rede de proteção e defesa dos direitos humanos.

Dados do Relatório Nacional sobre Tráfico de Pessoas, divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), apontam que 84 vítimas brasileiras de tráfico internacional de pessoas foram identificadas em 2025, número 33,3% superior ao registrado no ano anterior.

O levantamento também indica uma mudança no perfil da exploração. Em 2024, o principal objetivo do tráfico de pessoas era a submissão ao trabalho escravo. Já em 2025, a exploração sexual passou a liderar os casos registrados. Segundo o relatório, o Camboja foi o principal destino das vítimas brasileiras identificadas, sendo a maioria composta por mulheres negras.

O seminário conta com apoio da Secretaria Municipal de Segurança Pública, por meio da Câmara Técnica de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (CTETP/GGIM-FI), e busca ampliar a cooperação entre instituições envolvidas no atendimento às vítimas e no combate ao crime.

Casos suspeitos de tráfico de pessoas podem ser denunciados de forma anônima pelos canais Disque 100, Disque 180 e Disque 181.

Steve Rodríguez

*Steve Rodríguez é repórter do Fronteira Livre, pesquisador e doutorando pela UNILA com formação interdisciplinar em narrativa audiovisual, estudos culturais latino-americanos e práticas pedagógicas anticoloniais. Sua trajetória combina criação artística (teatro, cinema e cultura visual) com reflexão teórica, orientada pela perspectiva dos estudos visuais de Nicholas Mirzoeff.

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