Niterói (RJ) — A inteligência artificial tem ampliado seu espaço em diferentes áreas, da saúde à educação. Entre as aplicações voltadas ao interesse público, uma iniciativa desenvolvida pelo estudante de Estatística da Universidade Federal Fluminense (UFF), Gabriel Sales, aposta na tecnologia para reduzir barreiras de comunicação enfrentadas pela comunidade surda.
Batizado de IA Libras, o projeto utiliza recursos de visão computacional e aprendizado de máquina para interpretar, em tempo real, os movimentos das mãos, as expressões faciais e outros elementos da Língua Brasileira de Sinais (Libras), convertendo-os em texto e voz em português.
A ferramenta foi concebida para facilitar a comunicação entre pessoas surdas e ouvintes, ampliando a autonomia dos usuários em situações cotidianas e reduzindo a necessidade de intermediação permanente de intérpretes.
Tecnologia aplicada à inclusão
O sistema funciona por meio da câmera de celulares ou computadores, que identifica os sinais realizados em Libras e processa as informações instantaneamente.
Segundo o desenvolvedor, a tecnologia poderá ser utilizada em diferentes ambientes, como unidades de saúde, escolas, universidades, entrevistas de emprego, reuniões virtuais, serviços públicos e demais espaços em que a comunicação acessível é fundamental.
Ao utilizar equipamentos amplamente disponíveis, como smartphones e computadores, a proposta também busca ampliar o acesso às tecnologias assistivas, tornando a comunicação mais inclusiva para milhares de brasileiros.
Um avanço para a acessibilidade
O desenvolvimento da IA Libras integra um movimento crescente de iniciativas que utilizam inteligência artificial para ampliar a acessibilidade e fortalecer a inclusão de pessoas com deficiência.
Mais do que automatizar processos, projetos dessa natureza demonstram como a tecnologia pode contribuir para reduzir desigualdades, ampliar a autonomia e garantir o direito à comunicação em diferentes espaços da vida social.
Embora ainda em desenvolvimento, a iniciativa de Gabriel Sales evidencia o potencial das tecnologias assistivas produzidas no Brasil e reforça o papel da inovação como ferramenta para construir ambientes mais acessíveis e inclusivos.



















