Programa “Ser Mulher” ajuda 45% das participantes a romperem ciclos de agressão

Programa “Ser Mulher” ajuda 45% das participantes a romperem ciclos de agressão

A certificação "Selo de Direitos Humanos" reconhece a LBV como referência no acolhimento humanitário no Terceiro Setor. Foto: Divulgação/LBV
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SÃO PAULO | SP – O Brasil encerrou o ano de 2025 com a trágica marca de 1.518 vítimas de feminicídio, o que representa uma média de quatro mulheres mortas diariamente por questões de gênero. Os dados, que integram o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025/2026, revelam um cenário de violência sistêmica: mais de 21 milhões de brasileiras relataram ter sofrido algum tipo de agressão nos últimos 12 meses.

Nesse contexto, a violência psicológica surge como a “porta de entrada” para crimes mais graves. De acordo com o levantamento, 80% dos feminicídios são cometidos por parceiros ou ex-parceiros, a maioria dentro da própria residência das vítimas. Diante da baixa taxa de denúncias formais — apenas 25,7% das mulheres procuram órgãos oficiais —, o suporte da sociedade civil torna-se um pilar fundamental de sobrevivência.

Acolhimento digital

Para enfrentar essas barreiras, a Legião da Boa Vontade (LBV) consolidou o programa Ser Mulher, que oferece atendimento psicológico on-line e gratuito para mulheres e meninas a partir de 12 anos. O formato remoto é estratégico: permite o acesso de vítimas que sofrem monitoramento constante do agressor ou que possuem dificuldades de locomoção.

Os dados de impacto do programa em 2025 demonstram a eficácia do fortalecimento emocional:

  • 45% das participantes conseguiram romper o ciclo de violência.

  • 38% encerraram o relacionamento com o agressor após o suporte.

  • 77% relataram melhora na autoimagem e autoestima.

  • 65% apresentaram aumento na autonomia e independência.

Reconhecimento

O programa, desenvolvido pelo Centro de Assistência Humanitária da LBV, recebeu pelo terceiro ano consecutivo o “Selo de Direitos Humanos e Diversidade”, concedido pela Prefeitura de São Paulo. A certificação reconhece práticas de excelência na proteção e promoção dos direitos fundamentais e no combate ao sexismo.

Além do atendimento direto às mulheres, o suporte é estendido aos filhos e filhas, visando a ressignificação de vivências traumáticas e a interrupção da transmissão geracional da violência.

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