Foz do Iguaçu, PR – Agentes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) iniciaram nesta terça-feira (3) a execução do Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) anual no município. A mobilização técnica prevê a vistoria de aproximadamente 4,7 mil imóveis em diferentes regiões da cidade, com término agendado para o dia 13 de novembro.
O procedimento visa mapear a presença de larvas do vetor responsável pela transmissão de dengue, zika e chikungunya, avaliando os principais tipos de criadouros predominantes. No levantamento anterior, realizado em novembro de 2025, o Índice de Infestação Predial (IIP) registrado foi de 3,36%, patamar que colocou o município em situação de alerta conforme os parâmetros técnicos do Ministério da Saúde.
“Os municípios que utilizam as ovitrampas, como é o caso de Foz do Iguaçu, não precisam mais realizar o LIRAa a cada dois meses. Por isso, o levantamento agora é anual, conforme recomendação do Ministério da Saúde. O resultado nos permite identificar quais são os depósitos predominantes e onde há mais focos do mosquito na cidade. Com essas informações, conseguimos traçar estratégias de combate”, explicou o coordenador de Prevenção e Controle de Vetores, Renato Birkheur dos Santos.
A escala oficial estabelece que índices inferiores a 1% indicam baixo risco de transmissão, enquanto taxas situadas entre 1% e 3,9% representam cenário de alerta. Valores superiores a 3,9% apontam risco elevado de surto ou epidemia. Atualmente, o município contabiliza 45 casos confirmados de dengue, 4.339 notificações suspeitas, 4.119 descartes e duas ocorrências de chikungunya em 2026, sem registros de óbitos desde 2024.
Como estratégia complementar de controle biológico, a prefeitura avança na segunda etapa do Método Wolbachia, iniciada em agosto. A tecnologia, conduzida em parceria com a Fiocruz, a Wolbitos do Brasil, governos estadual e federal e a Itaipu Binacional, consiste na soltura de mosquitos portadores da bactéria Wolbachia, que impede a transmissão dos vírus. A ação cobrirá 100% da zona urbana em 28 bairros ao longo de 26 semanas.
As autoridades sanitárias alertam que a combinação de chuvas frequentes e elevação térmica associada ao fenômeno El Niño eleva o risco de proliferação do vetor. Por isso, a Secretaria Municipal de Saúde reforça a necessidade de vistoria semanal nos domicílios pela população e a importância de permitir o acesso dos agentes de endemias aos quintais e residências.



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