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Brasil recebe US$ 5,6 bilhões em investimentos em comunicações

Dados do Banco Central mostram o maior volume de investimentos estrangeiros no setor para os nove primeiros meses do ano

O montante, calculado entre janeiro e setembro de 2026, é o maior volume já registrado para o período. Foto: Divulgação.

Brasília, DF – O Brasil recebeu US$ 5,607 bilhões em investimentos estrangeiros no setor de telecomunicações, informação e comunicação entre janeiro e setembro de 2026. O volume é o maior já registrado para os nove primeiros meses de um ano e representa um crescimento de 8,1% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram contabilizados US$ 5,188 bilhões. Os dados são do Banco Central do Brasil (Bacen) e foram analisados pelo Ministério das Comunicações.

Os números mostram uma trajetória de crescimento dos recursos estrangeiros destinados ao setor nos últimos anos. Em 2024, os investimentos chegaram a US$ 4,994 bilhões entre janeiro e setembro. Em 2023, o total foi de US$ 4,285 bilhões, enquanto em 2022 ficou em US$ 3,363 bilhões.

A comparação da série histórica indica que o volume registrado em 2026 supera não apenas o resultado do ano anterior, mas também os valores observados nos três anos precedentes. O aumento acompanha a expansão da infraestrutura necessária para sustentar serviços de comunicação, transmissão de dados e acesso à internet no país.

Para o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, o crescimento dos aportes estrangeiros está relacionado ao papel da conectividade e da infraestrutura digital na economia brasileira. Segundo ele, a capacidade de ampliar redes e modernizar os serviços de comunicação é um dos fatores considerados pelos investidores interessados no mercado nacional.

“Os investimentos estrangeiros no setor de informação e comunicação demonstram a importância do Brasil no cenário global da economia digital. Estamos trabalhando para ampliar a conectividade, modernizar as redes e criar um ambiente favorável à inovação. Esse movimento é fundamental para atrair novos investimentos, gerar oportunidades e levar os benefícios da transformação digital a cada vez mais brasileiros”, afirmou o ministro.

A entrada de recursos ocorre em um momento de aumento da demanda por infraestrutura de telecomunicações, especialmente para atender à necessidade de conexões mais rápidas, maior capacidade de transmissão de dados e expansão dos serviços digitais. Entre os segmentos que dependem desses investimentos estão as redes móveis, a fibra óptica, os centros de dados e os serviços de informação.

Essa infraestrutura sustenta atividades que vão além do acesso doméstico à internet. Ela também é necessária para a digitalização de empresas, o funcionamento de novas tecnologias e a ampliação de serviços que dependem de conexões estáveis e de alta velocidade. O avanço das redes de comunicação tem impacto direto sobre a capacidade de circulação de informações e sobre o acesso da população a ferramentas e serviços digitais.

O Ministério das Comunicações relaciona o crescimento dos investimentos à necessidade de fortalecer a infraestrutura digital brasileira, estimular a inovação e ampliar a capacidade do país de acompanhar as mudanças tecnológicas internacionais. A pasta também considera a atração de capital estrangeiro parte das iniciativas para modernizar as redes e expandir a conectividade.

Embora os dados indiquem um resultado recorde para o período, o levantamento apresentado não detalha a distribuição dos US$ 5,607 bilhões entre os diferentes segmentos do setor, nem informa quais empresas ou projetos receberam os recursos. Assim, os números permitem dimensionar o volume total de investimentos estrangeiros, mas não identificar como os aportes foram distribuídos pelo território nacional ou quais regiões foram diretamente beneficiadas.

Steve Rodríguez

*Steve Rodríguez é repórter do Fronteira Livre, pesquisador e doutorando pela UNILA com formação interdisciplinar em narrativa audiovisual, estudos culturais latino-americanos e práticas pedagógicas anticoloniais. Sua trajetória combina criação artística (teatro, cinema e cultura visual) com reflexão teórica, orientada pela perspectiva dos estudos visuais de Nicholas Mirzoeff.

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