São José dos Campos, SP – A Embraer alcançou o melhor terceiro trimestre de sua história ao registrar a entrega de 66 aeronaves entre julho e setembro de 2026. O volume representa uma alta de 6% na comparação com o mesmo período de 2025 e de 2% frente ao segundo trimestre deste ano.
Os dados foram publicados em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e divulgados pela fabricante nesta sexta-feira (2). O resultado reflete o peso da companhia na balança comercial brasileira, onde lidera a exportação de bens industriais de alta tecnologia e valor agregado.
Do total de entregas no trimestre, a Aviação Executiva puxou o resultado com 41 jatos enviados a compradores internacionais. Por sua vez, a divisão de Aviação Comercial somou 22 aviões: foram 11 unidades do modelo E175 e 11 jatos da família E2.
No setor de Defesa & Segurança, a fabricante entregou três aeronaves a forças armadas estrangeiras. O lote trimestral incluiu um cargueiro militar multimissão KC-390 Millennium vendido ao Uzbequistão e dois turboélices de ataque leve e treinamento avançado A-29 Super Tucano repassados ao Paraguai.
No acumulado dos nove primeiros meses de 2026, a Embraer totalizou 175 aviões entregues no mercado internacional. O número supera em 14% as 153 unidades registradas entre janeiro e setembro do ano passado, resultado de ajustes feitos no fluxo das fábricas.
Ao tratar do ritmo de montagem e das entregas ao longo do ano, a fabricante informou em comunicado ao mercado:
“Dado o progresso contínuo das iniciativas da companhia para o nivelamento da produção.”
Para o encerramento de 2026, a estimativa da Embraer é concluir o ano com a entrega de 80 a 85 aviões comerciais, o que significa uma expansão de 6% sobre 2025. Na divisão executiva, a projeção fica entre 160 e 170 jatos, mantendo a mesma taxa esperada de 6% de crescimento anual.
Criada em 1969 como estatal de desenvolvimento e consolidada no mercado financeiro global, a Embraer acumula mais de 9.000 aeronaves entregues ao longo de sua trajetória. A empresa brasileira lidera o mercado mundial na produção de jatos comerciais de até 150 assentos.



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