Ciudad del Este, Paraguai – O governo paraguaio ativou uma companhia contraterrorista com 100 soldados na Tríplice Fronteira. A tropa opera na 3ª Divisão de Infantaria, a oito quilômetros da Ponte da Amizade e da aduana brasileira em Foz do Iguaçu.
A unidade teve instrutores ligados ao Comando Sul dos Estados Unidos. Diante da repercussão sobre a presença estrangeira na fronteira, o ministro da Defesa paraguaio, general da reserva Óscar González, negou que militares norte-americanos façam parte das rondas ou da cadeia de comando:
“Os norte-americanos contribuíram com instrução técnica, enquanto a composição e as patrulhas da companhia permanecem sob responsabilidade paraguaia.”
A confirmação pública ocorreu após o presidente Santiago Peña e o subsecretário de Estado norte-americano Christopher Landau visitarem o quartel em 21 de outubro. Na ocasião, Landau conheceu as armas e viaturas entregues ao grupo e defendeu a parceria com o governo de Assunção:
“A decisão paraguaia amplia as capacidades de segurança na Tríplice Fronteira e reafirma a cooperação bilateral.”
Dos 100 combatentes previstos, 30 já concluíram o curso e formam o primeiro pelotão operacional. Outros 30 estão na fase final de instrução e os 30 seguintes começaram as etapas de treinamento básico.
Os integrantes vêm dos quadros de oficiais e suboficiais do Exército. Para ingressar, o militar precisa do curso de Infantaria Leve e de uma especialização de comando de um ano no Colégio Militar de Suboficiais do Exército (Comisoe), etapa que inclui provas de natação utilitária em rios.
As obras para abrigar a força militar vinham sendo preparadas desde maio no departamento de Alto Paraná, quando o Ministério da Defesa inspecionou as reformas das instalações. É a segunda tropa desse formato em território paraguaio.
Apesar da sensibilidade diplomática que envolve a movimentação militar dos Estados Unidos na divisa comum com Brasil e Argentina, González afirmou que a nova tropa não altera as relações com os vizinhos:
“A cooperação com o Brasil no Comando Tripartite, em Puerto Iguazú, continua como parte da atuação contra organizações criminosas que atravessam as fronteiras.”
A instalação da tropa consolida o alinhamento de Peña com a agenda de segurança hemisférica de Washington no controle de divisas do Cone Sul.



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