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Foz tem lei que incentiva a prevenção do câncer de mama

Além da auto-observação, o acesso à mamografia na rede pública é decisivo para identificar tumores invisíveis ao toque das mãos.

Políticas públicas contínuas evitam filas reprimidas de exames preventivos para as mulheres de Foz. Foto: Banco de Imagens/CMFI

Foz do Iguaçu, PR – A descoberta de um pequeno nódulo durante o autoexame mudou a trajetória de Vanessa Awad. A decisão de investigar a alteração levou ao diagnóstico de câncer de mama e ao início de um tratamento que incluiu 30 sessões de radioterapia.

Ao concluir essa etapa, ela bateu o sino no serviço de saúde, gesto simbólico que marca o encerramento de um ciclo do tratamento. Sua história foi registrada em vídeo para a campanha do Outubro Rosa, dando rosto e significado à mobilização pela prevenção e pelo diagnóstico precoce.

Após a experiência, Vanessa passou a incorporar a prática de atividade física à sua rotina e a valorizar ainda mais os cuidados com a própria saúde. A sua trajetória mostra que a jornada de uma paciente envolve enfrentamento emocional, adaptações e a reconstrução do cotidiano.

Em Foz do Iguaçu, a conscientização sobre o tema tem respaldo na Lei Municipal nº 3.507/2008, que instituiu o Dia de Luta Contra o Câncer de Mama no calendário oficial da cidade, celebrado em 19 de outubro.

A legislação prevê ações de esclarecimento e iniciativas voltadas à realização de exames e à redução da mortalidade provocada pela doença. As atividades envolvem a atuação conjunta do Poder Público, da iniciativa privada e de entidades da sociedade civil.

A existência da lei reconhece que a conscientização precisa ir além de uma data comemorativa. O papel do poder público é fundamental para fortalecer as políticas de saúde, ampliar o alcance das ações educativas e aproximar a população dos serviços de atendimento.

A orientação dos serviços de saúde é para que as mulheres fiquem atentas aos sinais do corpo, como nódulos, alterações na pele ou no formato das mamas e secreções incomuns. Ao notar qualquer alteração suspeita, deve-se procurar atendimento sem esperar por campanhas.

O autoexame auxilia no conhecimento do próprio corpo, mas não substitui a avaliação clínica nem os exames de rastreamento. A mamografia segue como ferramenta indispensável para identificar alterações que o toque não alcança, respeitando a idade e o histórico individual.

O relato de Vanessa e a lei municipal reforçam que o Outubro Rosa ganha sentido prático ao unir a atenção individual à saúde com a responsabilidade coletiva do poder público em manter ações acessíveis e contínuas.

Amilton Farias

Amilton Farias é jornalista, fundador e editor do portal Fronteira Livre. Com vivência em diferentes países da América Latina e atuação voltada ao jornalismo territorial, dedica sua escrita à análise política, social e cultural das fronteiras, dos territórios e das realidades que marcam a vida dos povos latino-americanos.

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