Curitiba, PR – O número de motocicletas de até 170 cilindradas emplacadas no Paraná cresceu 91% após a isenção total do IPVA para a categoria. Balanço divulgado pelo Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) mostra que o total de registros desse segmento saltou de 173.954 veículos entre janeiro e agosto de 2024, período anterior à medida adotada pelo governo estadual do PSD, para 332.545 no mesmo intervalo de 2026. Em vigor desde 1º de janeiro do ano passado, o benefício ajudou a elevar a frota total de motos no estado para 1.217.559 unidades.
No confronto direto mais recente entre os anos de 2025 e 2026, os municípios que registraram os maiores avanços em termos absolutos foram grandes centros urbanos: Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu, Ponta Grossa e Umuarama. No entanto, a expansão proporcional da frota antiga em relação à nova foi mais expressiva em cidades de menor porte. Os maiores índices percentuais de crescimento ocorreram em Itambaracá, Santa Lúcia, Santo Antônio do Paraíso, Altamira do Paraná, Antônio Olinto, Nova Olímpia e Ivatuba.
O secretário Sandro Alex afirmou que a desoneração teve como foco os trabalhadores de baixa renda e os serviços de entrega urbana: “Essa isenção foi feita para fortalecer categorias como motoboys e entregadores, profissionais que movimentam a economia estadual. São trabalhadores essenciais que geram emprego e renda, ajudando o Paraná a crescer. E agora temos resultados concretos. Esse aumento de emplacamentos mostra que mais pessoas passaram a comprar motos para ajudar no sustento de suas famílias”.
A mudança na cobrança sobre as motocicletas integrou um pacote tributário mais amplo no estado, que também zerou o imposto para veículos pesados movidos exclusivamente a gás natural, biometano ou hidrogênio, abrangendo frotas de caminhões, ônibus e micro-ônibus.
Ao lado das isenções específicas, o Paraná instituiu em setembro do ano passado um corte de 45% na alíquota geral do IPVA, que passou para 1,9% — o índice mais baixo do país. Perto de completar um ano de vigência, a alíquota reduzida impulsionou a movimentação de veículos em geral. No primeiro semestre de 2026, o volume de primeiros emplacamentos no estado subiu 46,4% na comparação com igual período de 2025, enquanto as transferências de veículos vindos de outros estados cresceram 16,7%.
Na prática, a arrecadação ampliou sua base com a atração de novos registros e a retenção de proprietários que antes licenciavam em outros locais. A média mensal de veículos novos emplacados no território paranaense passou de 27.817 no primeiro semestre de 2025 para 40.723 nos primeiros seis meses deste ano — uma diferença de quase 13 mil registros extras a cada mês, refletindo diretamente no setor automotivo e na cadeia de serviços mecânicos e de despachantes.



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