Foz do Iguaçu, PR – Sete filhotes de arara-vermelha (Ara chloropterus) apreendidos pela Receita Federal recebem alimentação assistida e cuidados clínicos permanentes da equipe de Neonatologia do Parque das Aves, no oeste do Paraná. As aves chegaram à instituição no dia 14 de agosto, após decisão do órgão ambiental fiscalizador que acompanhou o flagrante aduaneiro. Ao todo, oito animais silvestres compunham o lote interceptado na fronteira, mas um filhote de papagaio morreu após passar por cirurgias.
Na triagem inicial realizada logo após o recolhimento, os profissionais identificaram sete araras e um papagaio, todos em fase inicial de desenvolvimento biológico. A confirmação da espécie arara-vermelha ocorreu após dias de exames clínicos minuciosos e acompanhamento contínuo da evolução da plumagem e do ganho de peso. De acordo com a equipe técnica do parque, o quadro clínico das sete araras permanece estável, mas a condição de recém-nascidos exige monitoramento 24 horas para garantir aquecimento e hidratação adequados.
O filhote de papagaio, no entanto, chegou ao local com lesões severas e quadro de debilidade física profunda. O corpo veterinário submeteu a ave a procedimentos cirúrgicos de urgência para tentar conter os traumas sofridos durante o transporte clandestino. Apesar dos medicamentos aplicados e do suporte intensivo nas primeiras horas, o animal não respondeu ao tratamento e morreu dias depois.
As forças policiais e aduaneiras ainda não identificaram a procedência geográfica exata dos animais nem os envolvidos na tentativa de travessia do lote pela fronteira. A captura ilegal de aves ainda em fase de ninho é prática recorrente de redes criminosas, que arrancam os filhotes dos habitats naturais para abastecer o comércio clandestino nas grandes capitais e no exterior.
As sete araras-vermelhas continuarão abrigadas no centro neonatal do Parque das Aves durante todo o processo de reabilitação motora e alimentar. A decisão sobre a soltura em reservas protegidas ou o encaminhamento para criadouros científicos cadastrados será tomada exclusivamente pelo órgão ambiental responsável, assim que os laudos atestarem a capacidade de autonomia dos animais.



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