39% das mães indígenas não tiveram o mínimo de consultas pré-natais recomendadas

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Foto: Divulgação
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Um estudo da ImpulsoGov, organização que atua na promoção da saúde pública, analisou dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) entre janeiro de 2018 e maio de 2023 e identificou que 39% dos nascidos vivos indígenas não receberam o mínimo de seis consultas pré-natais recomendadas pelo Ministério da Saúde.

A pesquisa expõe as gritantes desigualdades no acesso à saúde pré-natal no Brasil, com base na raça da gestante. Enquanto 39% dos nascidos vivos indígenas não tiveram o acompanhamento adequado, essa taxa cai para 19,37% entre pardos, 18,77% entre pretos, 14,32% entre amarelos e 10,33% entre brancos.

Números que impactam vidas:

No total, durante o período analisado, 14,7 milhões de crianças nasceram no Brasil. Entre elas, 16,3% não receberam o mínimo de consultas pré-natais recomendadas, o que representa um risco à saúde da mãe e do bebê. Mais alarmante ainda, pouco mais de 0,6% dos nascidos vivos não tiveram nenhuma assistência pré-natal, totalizando mais de 90 mil bebês sem acompanhamento médico durante a gestação.

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Esses dados servem como um alerta para as graves disparidades no acesso à saúde da gestante no Brasil, com ênfase na situação precária das mulheres indígenas. É urgente que medidas sejam tomadas para garantir o direito à saúde de todas as mulheres, independentemente de sua raça ou origem social.

 


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