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Requião Filho recebe agenda econômica do G7 Paraná

Documento de 48 páginas reúne pedidos de empresários para o turismo, agronegócio, tributos e qualificação profissional no estado.

Ágide Meneguette e lideranças empresariais entregam documento com 48 páginas de propostas a Requião Filho. Foto: Sistema Faep.

Curitiba, PR – O candidato ao governo do estado Requião Filho recebeu, nesta terça-feira (25), a Agenda Estratégica elaborada pelo G7 Paraná para o mandato de 2027 a 2030. O caderno de 48 páginas reúne as reivindicações do setor produtivo para áreas como economia, políticas sociais e gestão pública. O documento foi entregue pelo coordenador do grupo e presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.

Com esse encontro, o bloco empresarial conclui a rodada direta com os três nomes mais cotados ao Palácio Iguaçu, após passar pelas campanhas de Sandro Alex e Sergio Moro. O relatório também segue para os outros cinco postulantes que disputam o governo paranaense nestas eleições.

“Este documento é fruto do trabalho conjunto das sete entidades que representam a economia paranaense. O material traz um diagnóstico dos setores e propostas concretas para que o próximo governador tenha, desde o primeiro dia de mandato, um roteiro claro para destravar o desenvolvimento do Estado. Isso porque a diversidade econômica estadual exige um olhar amplo do próximo governo, que combine estímulo à produção com avanços na área social”, afirmou Meneguette durante a entrega.

Requião Filho declarou que pretende manter diálogo permanente com as lideranças empresariais caso seja eleito: “Queremos a participação e cooperação das entidades do G7 Paraná para a implantação de políticas públicas. Vamos trabalhar com abertura e troca de informações com as entidades para acertar, lançar e executar programas e projetos”.

O plano divide as prioridades em três eixos centrais: desenvolvimento econômico, desenvolvimento social e gestão pública. As diretrizes abrangem agricultura, indústria, comércio, serviços, turismo, cooperativismo e transporte, além de frentes como tributação, infraestrutura rodoviária e ferroviária, segurança pública, meio ambiente e educação.

O G7 Paraná reúne as principais entidades representativas do estado: Sistema FAEP, Fecomércio PR, Fiep, Fecoopar, Faciap, Fetranspar e Associação Comercial do Paraná (ACP).

Turismo e Fundo Estadual Para impulsionar a atividade turística, o bloco propõe criar o Fundo Estadual de Turismo do Paraná com receitas próprias garantidas em lei, impedindo a interrupção de projetos a cada troca de governo. O texto pede que o Plano Estadual de Turismo vire política de Estado contínua, além de simplificar normas e digitalizar processos burocráticos. A pauta ainda cobra maior transparência no repasse de recursos às Instâncias de Governança Regional (IGRs) e a estruturação de atrativos conforme as características de cada região paranaense.

Regras ambientais e recursos hídricos No campo ambiental, as federações defendem a criação de prazos de transição para que as empresas se adaptem a novas normas legais ou quando houver mudanças repentinas em outorgas já concedidas. A agenda pede licenciamento simplificado, prazos fixos para a emissão de licenças pelo poder público e renovação automática para empreendimentos sem pendências.

Na gestão de água, o G7 Paraná solicita a isenção de cobrança pelo uso de recursos hídricos na produção agropecuária, sob o argumento de manter a rentabilidade do produtor rural. O grupo também requer mudanças na fiscalização de órgãos de controle, com emissão de notificação prévia antes da aplicação direta de multas, desde que a infração não cause risco grave e imediato.

Qualificação profissional e empregos Na área trabalhista, a sugestão principal é a implantação do programa Paraná Qualifica, integrando o governo, universidades, escolas técnicas e o Sistema S para formar mão de obra sob medida para as empresas locais. O plano inclui a criação do Mapa Paranaense de Empregos e Profissões do Futuro, um observatório para acompanhar vagas e renda.

Para conter o esvaziamento econômico de cidades menores, o grupo sugere conceder incentivos fiscais atrelados à contratação com carteira assinada e pagar adicionais salariais ou auxílio-moradia para fixar profissionais essenciais no interior do Paraná.

Formação técnica e colégios agrícolas No setor educacional, as entidades pedem a expansão e reforma dos colégios agrícolas estaduais, com atualização curricular alinhada à realidade do agronegócio e reserva de vagas em universidades públicas com bolsas de estudo para estudantes vindos dessas escolas técnicas. O bloco também defende a aproximação dos cursos superiores com as indústrias e a ampliação de vagas públicas em cursos de ciência e tecnologia.

Amilton Farias

Amilton Farias é jornalista, fundador e editor do portal Fronteira Livre. Com vivência em diferentes países da América Latina e atuação voltada ao jornalismo territorial, dedica sua escrita à análise política, social e cultural das fronteiras, dos territórios e das realidades que marcam a vida dos povos latino-americanos.

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