Curitiba (PR) — O Paraná quer consolidar seu espaço entre os grandes produtores de queijo do país. Com a meta de alcançar 600 produtos inscritos na próxima edição, o Prêmio Queijos do Paraná entra em uma nova fase de expansão, apostando na valorização da produção artesanal e industrial, no fortalecimento da agroindústria rural e na construção de uma identidade queijeira própria para o Estado.
As metas da terceira edição foram apresentadas nesta segunda-feira (1º), durante reunião do comitê gestor realizada na sede do Sistema FAEP, em Curitiba. O encontro reuniu representantes das instituições parceiras responsáveis pela organização da iniciativa, que nos últimos anos se transformou em uma das principais vitrines da produção láctea paranaense.
Mais do que uma competição, o prêmio tem sido utilizado como ferramenta de incentivo à qualidade, à inovação e à agregação de valor dentro da cadeia produtiva do leite. Em um Estado que figura entre os maiores produtores de leite do Brasil, a valorização dos derivados lácteos representa uma oportunidade para ampliar renda, estimular novos negócios e fortalecer a permanência das famílias no meio rural.
Os números demonstram esse crescimento. Na primeira edição, realizada em 2023, foram inscritos 291 queijos. Em 2025, o número saltou para 477 produtos, um aumento de 64%. Para a próxima edição, a expectativa é alcançar a marca de 600 inscrições.
Uma das novidades será a criação do Concurso Queijo Colonial do Paraná, voltado exclusivamente a um dos produtos mais tradicionais da cultura alimentar paranaense. A expectativa é reunir cerca de 100 participantes, valorizando um alimento que faz parte da história de inúmeras comunidades rurais e da agricultura familiar do Estado.
O lançamento oficial da terceira edição está previsto para o dia 23 de junho, no Mercado Municipal de Curitiba, quando também serão abertas as inscrições.
Para o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, o prêmio tem papel estratégico no fortalecimento da cadeia leiteira paranaense.
“Mais do que reconhecer a qualidade, a proposta do prêmio é fortalecer a identidade queijeira do Estado, valorizar a produção local e ampliar mercados para os produtos paranaenses”, afirma.
A iniciativa reúne entidades que atuam em diferentes etapas da cadeia produtiva, entre elas o Sistema FAEP, Sindileite Paraná, Sebrae-PR, Senac-PR e Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná).
Segundo o diretor executivo do Sindileite Paraná, Erivelto Costa, o concurso estimula a busca por inovação e impulsiona o desenvolvimento de novos produtos.
“As indústrias participam com força total desde o início e ficam ansiosas pelos resultados. Esse processo incentiva a inovação e acaba gerando novos queijos. Temos grandes produtos ainda a serem descobertos no Paraná”, destaca.
O Sebrae-PR também pretende ampliar as ações de aproximação entre produtores e consumidores. Além do concurso, a entidade prevê a realização de rodadas de negócios e de uma semana gastronômica voltada à promoção dos queijos paranaenses.
Para o diretor-superintendente do Sebrae-PR, Vitor Roberto Tioqueta, o prêmio ajuda a ampliar a visibilidade da produção estadual.
“Precisamos mostrar ao mercado a força dos queijos produzidos no Paraná e a qualidade que existe nas propriedades rurais e nas agroindústrias do Estado”, afirma.
Outro eixo da nova edição será a qualificação profissional. O diretor regional do Senac-PR, Sidnei Lopes de Oliveira, destaca que o crescimento da produção exige investimentos em conhecimento técnico e gastronômico para ampliar as possibilidades de consumo e valorização dos produtos.
Já o IDR-Paraná aposta no fortalecimento dos chamados queijos autorais e no avanço das boas práticas sanitárias. A expectativa é incentivar novas receitas e ampliar a certificação de propriedades livres de doenças como brucelose e tuberculose, fatores que contribuem para a qualidade e a competitividade da produção.
Ao reunir produtores artesanais, agroindústrias, instituições de pesquisa e entidades do setor, o Prêmio Queijos do Paraná reforça uma tendência que vai além do mercado. O concurso ajuda a transformar tradição, conhecimento rural e identidade cultural em oportunidades de desenvolvimento econômico para diferentes regiões do Estado.



















