Curitiba (PR) — A chegada das primeiras ondas de frio mais intenso no Paraná reacendeu o alerta das autoridades de saúde para o aumento das doenças respiratórias, especialmente entre idosos, crianças e pessoas com baixa imunidade. Com a queda brusca das temperaturas registrada nos últimos dias, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforçou a importância da vacinação e da identificação correta dos sintomas para evitar agravamentos e sobrecarga no sistema público de saúde.
O cenário preocupa porque o período de frio favorece a circulação de vírus respiratórios e amplia os casos de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAGs), que costumam pressionar hospitais e unidades de pronto atendimento em diversas regiões do Estado. A principal recomendação segue sendo a vacinação contra a gripe e a atualização das doses contra a Covid-19.
“A primeira grande dica é a vacinação. Entendemos que a imunização é uma forma efetiva de evitarmos ou mesmo mitigarmos os efeitos de várias infecções respiratórias”, afirma o secretário estadual da Saúde, César Neves.
Embora muitas doenças respiratórias apresentem sintomas semelhantes, alguns sinais ajudam a diferenciar cada quadro clínico e indicam quando é necessário procurar atendimento médico. No caso do resfriado, os sintomas costumam ser mais leves, com coriza, irritação na garganta e pouca ou nenhuma febre. Já a gripe, causada pelo vírus Influenza, geralmente provoca febre alta repentina, dores no corpo, cansaço intenso e mal-estar prolongado.
A Covid-19 segue apresentando diferentes níveis de gravidade, indo de sintomas leves até quadros críticos. Febre, tosse e fadiga continuam entre os sinais mais comuns, enquanto a falta de ar é considerada um alerta imediato para atendimento médico.
A rinite alérgica, por sua vez, costuma provocar espirros, irritação nasal e desconforto após contato com poeira, mofo ou outros agentes alérgenos, sem presença de febre. Já a sinusite provoca dor localizada no rosto, forte congestão nasal e, em alguns casos, alteração no olfato.
Frio intensifica casos de gripe e doenças respiratórias no Paraná
Além da circulação dos vírus, especialistas apontam que o frio também favorece ambientes fechados e pouco ventilados, ampliando o risco de transmissão entre familiares, colegas de trabalho e estudantes. A orientação da Secretaria da Saúde é que pessoas com febre persistente, dificuldade para respirar, confusão mental ou sinais de desidratação procurem atendimento médico imediatamente.
“Em caso de sintomas como tosse, coriza, febre elevada ou calafrios, é fundamental procurar uma unidade de saúde para que o diagnóstico e o tratamento ocorram o quanto antes”, reforça César Neves.
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza segue aberta no Paraná até o fim de maio. Desde o início da mobilização, mais de 1,5 milhão de doses já foram aplicadas no Estado. Apesar disso, a cobertura vacinal ainda preocupa as autoridades sanitárias, principalmente entre os grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças e gestantes.
O Paraná possui atualmente 1.850 salas de vacinação distribuídas nos 399 municípios. Além da vacina contra a gripe, o SUS também disponibiliza imunização contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez.
A Secretaria da Saúde também reforça a necessidade de manter cuidados básicos de prevenção durante o período de temperaturas mais baixas. Entre as principais recomendações estão lavar frequentemente as mãos, utilizar álcool em gel, manter os ambientes ventilados e evitar contato próximo com pessoas que apresentem sintomas gripais.
“A prevenção vai além da vacina. Ela passa pela nossa rotina e pelos cuidados coletivos para evitar a circulação dos vírus”, destaca Maria Goretti David Lopes, diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa.




















