Brasília, DF – A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou uma mensagem em que põe o país sob a proteção de Nossa Senhora Aparecida e defende a construção de um Brasil “reconciliado, soberano, justo e fraterno”. O posicionamento foi divulgado nos perfis oficiais da instituição católica nas redes sociais.
Na manifestação, a cúpula do episcopado pediu sabedoria e coragem para que a população e as lideranças consigam superar divisões sociais e políticas:
“Confiamos nossa Pátria à proteção de Nossa Senhora Aparecida. Que Deus nos conceda sabedoria e coragem para construirmos juntos um Brasil reconciliado, soberano, justo e fraterno.”
A manifestação pública da Igreja acontece em um momento marcado por tensões no debate eleitoral e pelo uso de pautas religiosas na disputa pelo voto. Nas últimas semanas, a própria CNBB virou alvo de ataques diretos do senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O parlamentar acusou pessoas ligadas à instituição de ajudar a espalhar um boato sobre ele nas redes. A informação falsa afirmava que o candidato mantinha posição contrária ao título e ao reconhecimento oficial de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil.
A ofensiva do congressista insere a conferência no centro de atritos entre setores políticos e a liderança católica no país. A entidade já vinha cobrando equilíbrio no processo democrático e alertando para o risco de instrumentalizar a fé e as crenças populares com objetivos eleitorais imediatos.
Diante das acusações de Flávio Bolsonaro, a Conferência dos Bispos divulgou uma nota oficial para rechaçar as insinuações. O episcopado apontou que a instituição foi atacada de maneira injusta, sem a apresentação de qualquer fato ou prova que sustentasse a acusação.
No documento de resposta, a cúpula católica advertiu para os perigos da mentira no debate público e pediu serenidade aos concorrentes no pleito:
“Atribuir à CNBB participação em estruturas de produção ou disseminação de desinformação, sem fatos e provas que sustentem tal afirmação, atinge injustamente a instituição e não contribui para a serenidade e a responsabilidade que devem caracterizar o processo eleitoral. A mentira não se combate com outra mentira.”
Ao rebater o senador, a entidade sustentou que disputas políticas exigem ética e responsabilidade de quem busca cargos públicos. Os bispos reafirmaram que não integram redes de notícias falsas e mantiveram o apelo para que o processo eleitoral não seja contaminado por mentiras e ataques institucionais.



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