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Anvisa aprova canetas genéricas para obesidade

Remédios injetáveis para perda de peso e controle do diabetes tipo 2 poderão ser comprados sem vínculo com marcas comerciais caras.

Canetas injetáveis usadas contra sobrepeso e diabetes agora têm versões genéricas aprovadas pela Anvisa. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Brasília, DF – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou os registros das primeiras versões genéricas de canetas para diabetes e obesidade formuladas com a substância liraglutida. O aval da agência reguladora saiu publicado nesta terça-feira (8) no Diário Oficial da União e contempla medicamentos injetáveis na concentração de 6 mg/mL.

A liberação beneficia diretamente a indústria farmacêutica brasileira EMS. O laboratório já coloca nas prateleiras duas opções de marca com o mesmo composto ativo: o Olire, indicado para o controle de peso em adultos e adolescentes a partir de 12 anos, e o Lirux, prescrito para controlar a glicose em pessoas com diabetes tipo 2. Na prática clínica, a substância atua imitando hormônios naturais do corpo, o que retarda o esvaziamento do estômago, prolonga a sensação de saciedade e reduz a vontade constante de comer, além de evitar picos de açúcar no sangue.

A grande virada para o bolso do trabalhador está na autorização para vender os remédios sob a categoria de genéricos. Até agora, quem precisava desse tratamento contínuo dependia de caixas com marcas registradas que chegam a custar centenas de reais por mês nas drogarias. Com a autorização formal da Anvisa, as farmácias poderão vender as canetas com a tradicional tarja amarela e apenas o nome da substância ativa, o que costuma forçar uma queda de preços pela disputa direta de mercado.

Nas cidades do interior e nas áreas de fronteira, onde a renda familiar é mais apertada e o sistema público de saúde enfrenta filas para tratamentos metabólicos, o custo desses remédios afasta a maioria das pessoas das terapias mais modernas. Especialistas alertam, contudo, que mesmo na versão genérica mais barata, a aplicação exige receita controlada e acompanhamento médico rigoroso, pois o uso indiscriminado traz riscos de efeitos colaterais como náuseas severas e problemas digestivos. A data exata da chegada das novas canetas aos balcões depende do cronograma de fabricação e distribuição do laboratório.

SERVIÇO

  • O que foi aprovado: Versões genéricas de medicamentos em caneta injetável (princípio ativo liraglutida).
  • Para que serve: Tratamento de diabetes tipo 2 e manejo do sobrepeso/obesidade em adultos e jovens a partir de 12 anos.
  • Concentração registrada: 6 mg/mL.
  • Fabricante autorizado: Laboratório EMS.
  • Forma de compra: Venda sob prescrição médica com retenção de receita em farmácias.

Amilton Farias

Amilton Farias é jornalista, fundador e editor do portal Fronteira Livre. Com vivência em diferentes países da América Latina e atuação voltada ao jornalismo territorial, dedica sua escrita à análise política, social e cultural das fronteiras, dos territórios e das realidades que marcam a vida dos povos latino-americanos.

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