Correios da Italia faz oferta de € 13,2 bilhões pelo Grupo TIM

Correios da Italia faz oferta de € 13,2 bilhões pelo Grupo TIM

Conselho do Grupo TIM aprova oferta da Poste Italiane de € 13,2 bilhões para estatização da operadora.

Logotipo da estatal postal Poste Italiane. Imagem: Reprodução/HDBlog
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ITÁLIA, IT — O Conselho de Administração do Grupo TIM (Telecom Italia), controlador da TIM Brasil, aprovou por unanimidade a oferta pública voluntaria de aquisição apresentada pela estatal de serviços postais Poste Italiane. A operação, avaliada em aproximadamente 13,2 bilhões de euros, visa o controle total da operadora e o fechamento de seu capital na Bolsa de Milão (Euronext Milan). O movimento faz parte de uma estratégia do governo italiano para reintegrar a infraestrutura crítica de telecomunicações sob o controle do Estado.

O período de adesão dos acionistas à oferta pública teve início em 20 de julho de 2026 e se estenderá até o dia 11 de setembro de 2026, com possibilidade de prorrogação. O processo conta com a autorização prévia da Comissão Nacional para as Sociedades e a Bolsa da Itália (Consob), o órgão regulador do mercado de valores mobiliários do país, concedida no dia 15 de julho. Para concretizar a aquisição, a Poste Italiane estabeleceu como condição atingir o domínio de, no mínimo, 66,67% do capital social da operadora. A estatal postal já possui atualmente 27% do capital do Grupo TIM.

A proposta financeira aceita pelo conselho fixa a remuneração aos investidores em um formato misto. Para cada ação ordinária do Grupo TIM, a Poste Italiane pagará € 1,67 em dinheiro, acrescidos de 0,218 novas ações ordinárias de sua própria emissão. Embora a operação tenha sido estimada inicialmente em 10,83 bilhões de euros, o valor total atingiu cerca de 13,2 bilhões de euros devido à recente valorização dos papéis da Poste Italiane no mercado financeiro.

A deliberação favorável do conselho baseou-se em análises da administração da companhia, em estudos da consultoria Kearney e em pareceres financeiros elaborados pelas instituições bancárias Evercore Partners International e Goldman Sachs Bank Europe. Segundo o comunicado oficial, a oferta foi considerada justa do ponto de vista financeiro e alinhada à lógica estratégica e industrial de longo prazo do Grupo TIM, reduzindo a pressão do mercado por um aumento no valor proposto.

Estratégia de estado e impactos

A aquisição conta com o apoio do governo italiano, que detém cerca de 64% do capital da Poste Italiane. O objetivo central do projeto é criar uma plataforma pública integrada reunindo telecomunicações, serviços postais, logística e infraestrutura digital. A unificação pretende acelerar os investimentos em conectividade, reforçar a segurança da infraestrutura crítica nacional e promover a digitalização dos serviços públicos da Itália.

Apesar da dimensão do processo de estatização no continente europeu, os reflexos sobre a operação no Brasil tendem a ser limitados no curto prazo. A TIM Brasil possui capital aberto na B3, governança própria e atua de forma independente. Conforme os dados oficiais, não há previsão de mudanças imediatas na estrutura societária, na gestão ou nas diretrizes operacionais do negócio brasileiro, e eventuais revisões estratégicas dependerão de decisões futuras da nova controladora em longo prazo.

Em razão do andamento da transação, o Grupo TIM informou que seu plano de negócios não será atualizado até a finalização do período de adesão e a consolidação dos resultados da oferta. A operadora manterá a divulgação de seus resultados financeiros do segundo trimestre e do primeiro semestre de 2026 no dia 29 de julho, seguida por uma conferência com o mercado agendada para o dia 30 de julho.


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