Bonnie Tyler morre aos 75 anos

Bonnie Tyler morre aos 75 anos

Cantora galesa de Total Eclipse of the Heart estava internada em Portugal desde maio, após cirurgia intestinal de emergência.

Bonnie Tyler marcou o pop dos anos 1980. Foto: Reprodução/Internet
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País de Gales, Reino Unido. A cantora Bonnie Tyler morreu aos 75 anos, segundo comunicado divulgado nesta quinta-feira no site oficial da artista. Dona de uma das vozes mais reconhecíveis do pop e do rock internacional, ela estava internada em Portugal desde maio, após uma cirurgia intestinal de emergência.

A nota publicada pela família e pela equipe informa que a morte ocorreu na noite de quarta-feira, em um hospital português, em decorrência da doença pela qual vinha sendo tratada.

“A família e a equipe de Bonnie estão desoladas ao anunciar que ela faleceu inesperadamente na noite passada, em um hospital em Portugal, em decorrência da doença pela qual estava sendo tratada.” Comunicado publicado no site oficial da artista

Em maio, Bonnie Tyler havia sido hospitalizada em Faro, Portugal, e submetida a uma cirurgia intestinal de emergência. Depois, foi colocada em coma induzido para auxiliar na recuperação. Em junho, uma atualização oficial informou que ela havia deixado o coma, mas continuava em estado grave e sob cuidados intensivos.

Nascida Gaynor Hopkins, no vilarejo de Skewen, no País de Gales, Bonnie Tyler saiu de uma origem popular para se tornar uma das vozes mais conhecidas da música internacional. Antes da fama, cantava em clubes locais e trabalhava longe do glamour que marcaria mais tarde sua imagem pública. A trajetória começou a mudar quando foi descoberta pelo empresário Roger Bell e levada a Londres para tentar espaço na indústria fonográfica.

Seu primeiro single, Lost in France, foi lançado em 1977 e a apresentou ao grande público. No mesmo período, a cantora passou por uma cirurgia para retirada de nódulos nas cordas vocais. A recuperação alterou permanentemente sua voz, que ganhou a rouquidão intensa que mais tarde se tornaria sua assinatura artística.

O primeiro grande salto veio com It’s a Heartache, ainda em 1977. Mas foi em 1983, com Total Eclipse of the Heart, que Bonnie Tyler alcançou o auge da carreira. A balada se tornou um fenômeno internacional, liderou as paradas no Reino Unido e nos Estados Unidos e consolidou a cantora como uma das figuras centrais do pop dos anos 1980. No ano seguinte, Holding Out for a Hero, da trilha de Footloose, ampliou ainda mais seu alcance global.

A própria artista dizia nunca ter perdido o vínculo com a canção que a transformou em estrela mundial.

“Eu nunca me canso de cantar essa música. Eu adoro, porque todo mundo fica esperando para cantar junto.” Bonnie Tyler, à BBC, sobre Total Eclipse of the Heart

Ao longo da carreira, Bonnie Tyler recebeu três indicações ao Grammy, representou o Reino Unido no Eurovision de 2013 e foi condecorada como MBE por seus serviços à música. Mesmo depois do auge comercial, permaneceu ativa e preservou uma presença rara para artistas de sua geração, com repertório ainda vivo em rádio, plataformas digitais, cinema e cultura pop.

Neste ano, Total Eclipse of the Heart ultrapassou a marca de 1 bilhão de reproduções no Spotify, prova de que sua obra continuava atravessando gerações muito além do momento em que foi lançada.

A morte de Bonnie Tyler encerra a trajetória de uma cantora que transformou uma voz fora do padrão em identidade própria e fez dessa singularidade uma força artística. Seu legado permanece ligado à dramaticidade do pop dos anos 1980, mas também a uma história de persistência, reinvenção e permanência cultural.


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