Projeto de robótica inspira esculturas em escola pública de Curitiba

Projeto de robótica inspira esculturas em escola pública de Curitiba

Estudantes do Colégio Estadual Integral Professor Homero Baptista de Barros exibem, na próxima segunda-feira (29), esculturas desenvolvidas durante oficinas do projeto Engenhoka, que integra robótica, cultura maker, arte e tecnologia

Foto: Divulgação.
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Curitiba, PR – Sessenta alunos do 1º ano do Ensino Médio do Colégio Estadual Integral Professor Homero Baptista de Barros, no bairro Capão Raso, em Curitiba, apresentam na próxima segunda-feira (29), às 10h30, as esculturas desenvolvidas durante as oficinas do projeto Engenhoka, iniciativa do Instituto Burburinho Cultural, do Rio de Janeiro.

Realizado desde março, o projeto proporcionou aos estudantes uma formação em robótica educacional, cultura maker, arte e tecnologia. Ao longo das atividades, os participantes desenvolveram projetos práticos orientados por instrutores e monitores especializados, com foco na criatividade, experimentação, trabalho colaborativo e resolução de problemas.

A exposição marcará o encerramento do ciclo de oficinas e contará com a premiação dos melhores projetos elaborados pelos estudantes.

O diretor de Criação do Instituto Burburinho Cultural, Thiago Ramires, destaca que:

“o resultado desse trabalho será apresentado em uma mostra especial, que também contará com premiação para os melhores projetos desenvolvidos pelos estudantes”.

O diretor da escola, Valdemar Busanello Junior, afirma que:

“o Engenhoka trouxe uma experiência transformadora para nossos alunos. Além de despertar a criatividade, o projeto contribuiu para o desenvolvimento de competências importantes para o futuro profissional desses jovens. Só temos a agradecer ao Instituto Burburinho Cultural por proporcionar essa oportunidade à nossa escola”.

Esta é a segunda edição do Engenhoka realizada na instituição, que foi uma das primeiras escolas a receber um estúdio maker do projeto. A parceria entre o colégio e o Instituto Burburinho Cultural teve início em 2023, com o Projeto Arco-Íris, responsável por oficinas de grafite que transformaram os muros da escola em galerias a céu aberto. Em 2025, a unidade também recebeu o projeto Arena Viva, voltado ao teatro, arte e educação.

Estrutura permanece como legado

Além da formação oferecida aos estudantes, o Engenhoka deixa como legado para a escola toda a estrutura do estúdio maker utilizada durante as oficinas. O espaço passa a contar com impressoras 3D, mobiliário, boxes de livros e materiais pedagógicos para dar continuidade às atividades.

Também foram distribuídos mais de 4 mil livros às instituições participantes. Segundo a organização, mais de 8 mil estudantes já foram beneficiados pelos estúdios maker implantados nas escolas contempladas pelo projeto.

Com foco na democratização do acesso à cultura, à tecnologia e à educação criativa, o Instituto Burburinho Cultural pretende ampliar a iniciativa para outras escolas públicas em diferentes regiões do país.

Segundo Thiago Ramires,

“o projeto foi criado para fortalecer o ensino das artes visuais nas escolas públicas de forma multidisciplinar, integrando robótica, engenharia e, especialmente, a mecatrônica. Também buscamos reduzir a percepção de distância entre tecnologia e arte. A robótica é repleta de design, enquanto a arte, historicamente, construiu um caminho conectado à ciência. Essa combinação ajuda os alunos a desenvolver soluções para desafios do cotidiano com as próprias mãos. Essa é a essência da cultura maker”.

Como funciona o projeto

O Engenhoka combina raciocínio lógico, história da arte, cultura maker e robótica educacional. A formação é organizada em cinco módulos e utiliza uma metodologia desenvolvida pela Picode Edtech, empresa especializada em cultura maker aplicada à educação.

Cada estudante recebe um box maker com materiais utilizados nas atividades práticas. O conteúdo pedagógico relaciona conceitos da robótica com movimentos artísticos e obras de artistas que marcaram a produção entre os séculos XIX e XX, promovendo uma abordagem interdisciplinar.

A curadoria artística é assinada por Fabiana Moraes, doutora em Comunicação e Cultura e mestre em Estética e Ciências da Arte, radicada na França há mais de duas décadas. O conteúdo propõe reflexões sobre as relações entre arte e ciência a partir do conceito de movimento, com destaque para a Arte Cinética no Brasil.

Entre os artistas estudados estão Abraham Palatnik, Lygia Clark, Sérvulo Esmeraldo, Alexander Calder, Joan Miró e Marcel Duchamp.

Além do Colégio Estadual Integral Professor Homero Baptista de Barros, outras sete escolas dos estados do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul participam da segunda edição do Engenhoka.

Sediado no Rio de Janeiro, o Instituto Burburinho Cultural desenvolve projetos voltados à educação, cultura e inclusão, entre eles Criar Jogos, Projeto Arco-Íris, Arena Viva, Futuro Queer e Pescando Tradições.

Viabilizado por meio da Lei Rouanet, o Engenhoka conta com patrocínio do Grupo Boticário, Trident Energy, ExxonMobil Brasil, Google, Wilson Sons, NTS (Nova Transportadora do Sudeste S/A), Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e SQ Química. A iniciativa é realizada pelo Instituto Burburinho Cultural em parceria com o Ministério da Cultura, por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Governo Federal.


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