Foz do Iguaçu, PR – A revitalização da Avenida Juscelino Kubitschek (JK), um dos principais corredores viários de Foz do Iguaçu, foi oficialmente entregue à população na última terça-feira (2), durante cerimônia realizada na Praça da Paz. A obra foi executada pela Prefeitura Municipal com investimento de R$ 25 milhões repassados pela Itaipu Binacional por meio do programa Itaipu Mais Que Energia.
A intervenção requalificou um dos trechos mais movimentados da cidade, historicamente afetado por alagamentos frequentes e problemas de infraestrutura. Com isso, a avenida passou a contar com novo pavimento asfáltico, ciclovia, calçadas remodeladas, paisagismo, iluminação pública modernizada e dois pontos de ônibus climatizados.
As obras abrangeram o trecho entre o viaduto da BR-277, no Jardim Jupira, e a Avenida Carlos Gomes. Além disso, foi implantado um calçadão na Rua Arquiteto Décio Luís Cardoso, conhecida como a terceira pista da JK.
Drenagem soluciona problema histórico de alagamentos
Embora as melhorias visíveis tenham transformado a paisagem urbana da avenida, as intervenções mais complexas ocorreram no sistema de drenagem. A adequação da infraestrutura subterrânea solucionou um dos principais problemas da região: as enchentes recorrentes que comprometiam a mobilidade e interrompiam o tráfego durante períodos de chuva intensa.
Durante a cerimônia, o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Enio Verri, destacou que o projeto foi desenvolvido com foco na qualidade de vida da população.
“Ela deixa de ser uma rua apenas para escoar o fluxo de veículos. Ela passa a ser uma área de lazer, uma área de espaço público”, afirmou.
Segundo Verri, a revitalização já tem incentivado a ocupação do espaço por moradores que utilizam a avenida para caminhadas e atividades recreativas no período noturno.
“Para nós, é um presente que a Itaipu dá a Foz do Iguaçu em agradecimento por nos receber tão bem nesses 50 anos”, completou.
Revitalização integra corredor estratégico de mobilidade
O diretor de Coordenação da Itaipu, Carlos Carboni, ressaltou que a revitalização da JK faz parte de um conjunto de investimentos voltados à melhoria da mobilidade urbana no município.
“Estamos inaugurando a JK, mas essa intervenção se soma a outros investimentos da Itaipu, como os mais de R$ 24 milhões aplicados na revitalização da Avenida Tancredo Neves. Em conjunto, são cerca de R$ 48 milhões destinados a melhorar as condições de vida da população”, declarou.
Por sua vez, o prefeito de Foz do Iguaçu, Joaquim Silva e Luna, afirmou que o padrão técnico alcançado pela obra estabelece uma nova referência urbanística para o município.
“Já realizamos diversos projetos em conjunto e vamos seguir avançando”, disse.
De acordo com o prefeito, a revitalização também contribui para melhorar a circulação de veículos e fortalecer a infraestrutura de transporte da cidade.
Investimentos reforçam desenvolvimento regional e turismo
A cerimônia de inauguração reuniu os diretores da Itaipu André Pepitone, diretor financeiro executivo, e Luiz Fernando Delazari, diretor jurídico, além dos diretores do Itaipu Parquetec Irineu Colombo, diretor-superintendente, e Yuri Benitez, diretor de Turismo. Também participaram do evento a deputada federal Gleisi Hoffmann e autoridades federais, estaduais e municipais.
Durante o ato, Enio Verri destacou que os investimentos em infraestrutura urbana fazem parte de uma estratégia mais ampla de desenvolvimento regional e fortalecimento do turismo.
Nesse contexto, ele relacionou a revitalização da Avenida JK a projetos futuros, como a construção do novo Centro de Recepção de Visitantes (CRV) da Itaipu, integrado a um teatro público com capacidade para 500 pessoas.
A expectativa é ampliar o tempo de permanência dos turistas na região e impulsionar a economia local por meio do fortalecimento do setor de serviços.
“O incremento de um dia na média atual de estada dos turistas, que hoje é de dois dias, pode representar uma injeção de até 50% a mais na receita de serviços do município, gerando novos postos de trabalho e consolidando a parceria histórica entre a usina e a comunidade iguaçuense”, explicou Verri.



















