Núcleos defendem políticas públicas contra o feminicídio

Núcleos defendem políticas públicas contra o feminicídio

Documentos elaborados por representantes de mais de 50 municípios reforçam ações de prevenção à violência contra a mulher e fortalecimento das redes de proteção

Carta do Núcleo Campos Gerais defende a criação de mais centros de assistência à mulher em situação de violência. Foto: Itaipu Parquetec.
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Foz do Iguaçu, PR – Representantes dos Núcleos de Cooperação Socioambiental das regiões dos Campos Gerais, Centro do Paraná, Centro-Sul e Cantuquiriguaçu divulgaram cartas abertas em defesa do enfrentamento à violência contra a mulher e do fortalecimento de políticas públicas de combate ao feminicídio. Juntas, as quatro regiões abrangem mais de 50 municípios paranaenses.

Os documentos foram construídos durante encontros dos Núcleos, a partir de momentos de reflexão promovidos em uma mobilização coordenada pela Itaipu Binacional e pelo Itaipu Parquetec. A iniciativa busca ampliar o debate sobre a violência de gênero e incentivar a construção de estratégias coletivas de prevenção e proteção às mulheres.

Além disso, a ação está sendo desenvolvida nos 21 Núcleos de Cooperação Socioambiental distribuídos pelo Paraná e pelo sul de Mato Grosso do Sul. Durante os encontros, os participantes assistem a um vídeo sobre o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio e são convidados a discutir a importância da conscientização social e do fortalecimento das políticas públicas voltadas à proteção das mulheres.

“Essas cartas representam uma posição pública dos Núcleos em defesa da vida das mulheres. É um compromisso com o combate ao feminicídio e com a conscientização da sociedade sobre uma violência que ainda faz muitas vítimas no Brasil”, afirmou Gerveson Tramontin, coordenador dos Núcleos dos Campos Gerais, Centro do Paraná e Centro-Sul.

Mobilização fortalece ações de enfrentamento à violência contra a mulher

Paralelamente às mobilizações realizadas nos territórios, a Itaipu Binacional e o Itaipu Parquetec vêm ampliando sua atuação institucional no enfrentamento à violência contra a mulher. Em março deste ano, a Itaipu formalizou sua adesão ao Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, iniciativa coordenada pelo Governo Federal para fortalecer ações de prevenção, proteção e conscientização em todo o país.

A adesão reforça uma série de iniciativas já desenvolvidas pela empresa em prol da equidade de gênero e da proteção das mulheres. Entre elas, destacam-se o apoio à construção da Casa da Mulher Brasileira em Foz do Iguaçu (PR) e em Ponta Porã (MS), além da disponibilização de linhas de financiamento para projetos sociais voltados ao enfrentamento da violência de gênero, à inclusão social e ao fortalecimento do protagonismo feminino.

Cartas apresentam propostas para ampliar proteção às mulheres

Cada Núcleo elaborou sua própria carta, direcionada a gestores públicos municipais, organizações da sociedade civil e demais instituições dos territórios. Apesar das especificidades regionais, os documentos convergem na defesa de ações permanentes de prevenção à violência de gênero, no fortalecimento das redes de apoio e na promoção de campanhas educativas em escolas, comunidades, empresas e espaços públicos.

No documento elaborado pelo Núcleo dos Campos Gerais, os participantes defendem a criação de Secretarias Municipais da Mulher, o fortalecimento das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) e a ampliação de programas contínuos de prevenção e educação.

Por sua vez, o Núcleo Centro-Sul do Paraná enfatizou a importância da educação desde a infância, bem como o fortalecimento das redes de acolhimento e a criação de estruturas municipais voltadas à defesa dos direitos das mulheres, incluindo conselhos e secretarias específicas.

Já o Núcleo Centro do Paraná apresentou propostas voltadas à ampliação das campanhas educativas, ao fortalecimento dos serviços de apoio psicológico, jurídico e social e à implementação de ações direcionadas às comunidades rurais, empresas, escolas, igrejas e organizações comunitárias.

Na região da Cantuquiriguaçu, a carta destaca a necessidade de ampliar os serviços especializados de atendimento às mulheres vítimas de violência. Entre as propostas estão a oferta de atendimento 24 horas, a criação de casas de acolhimento, o fortalecimento da atuação policial feminina e a ampliação do apoio financeiro para mulheres em situação de vulnerabilidade.

O documento também chama atenção para as características sociais e territoriais da região, que reúne comunidades indígenas, quilombolas e assentamentos da reforma agrária.

“O combate à violência contra a mulher começa também pela mobilização das comunidades. Essas cartas mostram que os territórios estão atentos, organizados e dispostos a contribuir com a construção de políticas públicas mais efetivas de proteção, acolhimento e prevenção”, destacou Mauri Ferreira, coordenador do Núcleo Cantuquiriguaçu.


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