Audiência em Foz expõe falhas na Perimetral Leste e BR-469

Audiência em Foz expõe falhas na Perimetral Leste e BR-469

Encontro na Câmara Municipal reuniu moradores, técnicos e representantes de órgãos públicos para discutir riscos a pedestres, falta de passarelas e impactos de obras viárias em bairros afetados.

Foto: Divulgação.
WhatsApp
Telegram
Facebook
Email
LinkedIn

Foz do Iguaçu, PR – A falta de acessos intermediários entre bairros e as condições de travessia insegura em vias de alto fluxo foram os principais pontos debatidos em audiência pública realizada na noite de terça-feira, 26 de maio, na Câmara Municipal de Foz do Iguaçu. As discussões envolveram impactos das obras da Perimetral Leste e da Avenida das Cataratas, além de trechos da BR-469, com foco em mobilidade urbana e segurança de pedestres.

O encontro foi motivado por requerimento legislativo e reuniu moradores de diferentes bairros, representantes de entidades técnicas e órgãos responsáveis pela gestão e execução das obras. As principais queixas se concentraram na dificuldade de circulação entre comunidades, no isolamento de áreas residenciais e na ausência de passarelas para travessia segura.

Mobilidade urbana e isolamento de bairros

Moradores relataram que o fechamento ou a limitação de acessos diretos entre bairros tem provocado aumento no tempo de deslocamento e dificultado o acesso a serviços essenciais. Também foi apontada preocupação com o crescimento do fluxo de veículos pesados e a falta de alternativas seguras para pedestres.

“Fica a dúvida sobre a quem recorrer para resolver esses problemas”, afirmou um dos participantes da audiência.

Outro relato destacou a necessidade de definição clara de responsabilidades e prazos para intervenções nas áreas afetadas.

“Gostaria que os encaminhamentos ficassem bem claros: quem pode resolver os problemas e quando”, disse outro participante.

Segurança de pedestres e ausência de passarelas

Um dos principais pontos de tensão do debate foi a ausência de passarelas em trechos com grande fluxo de veículos, especialmente em áreas próximas a hotéis, comércios e bairros residenciais.

“Os bairros não podem ficar isolados. Os trabalhadores que atravessam diariamente essas vias precisam de segurança”, afirmou uma participante.

Também foi destacada a percepção de que o planejamento das obras priorizou a fluidez do tráfego rodoviário em detrimento da mobilidade local.

“Fizeram o projeto olhando o mapa, mas esqueceram as famílias e as comunidades”, declarou outro participante.

Planejamento, execução e ajustes das obras

Representantes de órgãos técnicos explicaram que as intervenções viárias fazem parte de um projeto de reestruturação do tráfego regional, com foco na retirada de fluxos pesados da área central e na melhoria da logística de transporte.

Foi informado que trechos da Perimetral Leste ainda estão sob gestão federal e que há previsão de transferência futura da administração para concessão. Também foi destacado que algumas medidas de segurança foram adotadas para evitar manobras irregulares em pontos específicos da via.

Segundo as informações apresentadas, ajustes em acessos e intervenções complementares seguem em análise e execução conforme o andamento da obra.

Impactos urbanos e revisão de planejamento

Representantes do setor técnico estadual apontaram que obras de grande porte exigem adaptações contínuas, especialmente em áreas urbanas densamente ocupadas. Também foi ressaltado que intervenções desse tipo exigem integração entre diferentes esferas de governo e planejamento urbano municipal.

A avaliação geral apresentada no debate indica que a integração entre mobilidade urbana e infraestrutura viária ainda precisa ser aprimorada, principalmente no que se refere ao acesso local e à circulação de pedestres.

Mobilidade e planejamento urbano

Representantes do setor de mobilidade urbana destacaram que projetos estruturantes devem considerar não apenas o fluxo de veículos, mas também o impacto direto sobre a população residente nos bairros afetados.

Também foi mencionado que discussões anteriores já haviam apontado riscos e impactos sociais das obras, especialmente em relação ao deslocamento de moradores e ao acesso a serviços públicos.

Depoimentos da comunidade

Moradores relataram tanto impactos positivos quanto dificuldades decorrentes das obras, como valorização imobiliária em algumas áreas e aumento das distâncias de deslocamento em outras.

“A população sofre com a falta de acesso e isso prejudica muito o deslocamento diário”, afirmou um representante comunitário.

Outro relato destacou dificuldades relacionadas à saúde e segurança no trânsito.

“O acesso ao posto de saúde é complicado e atravessar vias movimentadas sem estrutura adequada é um risco constante”, disse uma moradora.

Também foram feitas solicitações para reabertura de vias locais com o objetivo de melhorar a fluidez e reduzir o impacto no trânsito de caminhões.

Em outra manifestação, representantes comunitários destacaram a sensação de isolamento de alguns bairros.

“Estamos isolados e precisamos de atenção do poder público”, afirmou um morador.


Deixe um comentário

Notícias relacionadas

Siga-nos

Últimas Notícias

Rolê na Fronteira

Turismo

Câmbio Fronteira

Dólar (USD) Carregando...
Peso Argentino Carregando...
Guarani (PYG) Carregando...
Atualização --

Inscreva-se em nossa NEWSLETTER