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Zoo Park Foz participa de Congresso Pan-Americano de Trilhas

Encontro internacional em Foz do Iguaçu conecta gestores e pesquisadores em torno de práticas de ecoturismo e acessibilidade verde.

Especialistas debatem turismo ecológico e manejo de áreas protegidas. Foto: Zoo Park Foz.

Foz do Iguaçu, PR – O Zoo Park Foz marca presença no 1º Congresso Pan-Americano de Trilhas, evento sediado no Parque Nacional do Iguaçu até domingo (8). A programação do encontro ocorre em conjunto com o 4º Congresso Brasileiro de Trilhas e o 3º Seminário Técnico-Científico da Rede Brasileira de Trilhas.

O megaencontro reúne mais de 2 mil especialistas, gestores públicos, acadêmicos e entusiastas dedicados à conservação ambiental, ao manejo de áreas protegidas e ao fomento do turismo de natureza. A organização, capitaneada pela Rede Brasileira de Trilhas, promove debates sobre os desafios da infraestrutura verde e a integração entre visitação pública e preservação ecológica.

Durante os dias de palestras e debates, delegados de mais de 20 países trocam experiências sobre a gestão de paisagens e a criação de percursos acessíveis que respeitem a biodiversidade. A participação do parque local busca alinhar as operações de manejo a tendências internacionais de sustentabilidade e turismo de imersão.

“Somos um atrativo turístico novo e voltado à imersão na natureza. Participar deste evento é muito importante para fortalecer nossa missão e aprimorar a experiência oferecida aos visitantes”, afirmou a gerente-geral do Zoo Park Foz, Paula Haito.

Inaugurado recentemente na Rodovia das Cataratas, ao lado do Complexo Dreams Park Show, o Zoo Park Foz ocupa uma área superior a 30 mil metros quadrados. O espaço funciona diariamente das 9h às 17h, combinando lazer, educação ambiental e acolhimento de fauna silvestre resgatada de situações de tráfico, cativeiro irregular ou acidentes nas estradas.

A estrutura do parque inclui atrativos voltados à conscientização ecológica, como o Centro de Falcoaria com o voo de aves de rapina, a Floresta dos Primatas — apontada como o único viveiro de imersão com macacos do país —, além do Viveiro das Corujas, do espaço “Do Lobo ao Cão”, o Meliponário e o Lago das Capivaras.

Os animais que não reúnem condições biológicas de retorno à vida selvagem recebem abrigo permanente e assistência veterinária especializada no local. Parte dos esforços institucionais é voltada justamente a expor ao público os bastidores da reabilitação de fauna e a urgência do combate aos crimes ambientais na região de fronteira.

Melody Piñon

Jornalista formada pela Universidade de Holguín (Cuba), atualmente cursando Filosofia na UNILA. Experiência em redação, edição e produção de conteúdo para imprensa escrita, rádio e televisão. Apaixonada pelo jornalismo investigativo, com interesse nas áreas social e econômica.

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