Foz do Iguaçu, PR – A Passarela das Cataratas do Iguaçu, que conduz ao mirante da Garganta do Diabo, voltou a receber visitantes neste sábado (31), a partir das 10h. O caminho até a queda d’água mais procurada do lado brasileiro do Parque Nacional do Iguaçu estava interditado desde o dia 11 de outubro por causa da cheia do Rio Iguaçu.
A decisão de suspender o trânsito no local ocorreu quando o rio bateu a marca de 8,5 milhões de litros por segundo. Na segunda-feira (26), a cheia alcançou o pico de 17,7 milhões de litros por segundo, volume que ultrapassou em mais de onze vezes o fluxo habitual das quedas.
A reabertura foi autorizada após a vazão cair para 6,8 milhões de litros por segundo na manhã deste sábado. Técnicos vistoriaram as bases de sustentação da estrutura de concreto e recolocaram as grades laterais de proteção, retiradas durante as cheias para evitar o arrasto pela força da água.
A visitação turística na unidade é operada pela concessionária Urbia+Cataratas, sob fiscalização direta do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), autarquia federal do Ministério do Meio Ambiente que administra o território de preservação.
As regras de segurança acertadas entre a concessionária e o órgão federal preveem nova avaliação de fechamento imediato caso o rio atinja 8 milhões de litros por segundo com previsão de subida. A medida protege tanto os turistas quanto os trabalhadores que atuam diariamente na passarela e nas trilhas.
A liberação da estrutura coincide com o início do feriado de Finados, período que movimenta guias de turismo, condutores, rede de hospedagem, gastronomia e transporte na fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai. Por causa da data, o parque abre mais cedo até segunda-feira (2 de novembro), com portões liberados a partir das 8h.
Nos dias comuns, o local atende de segunda a sexta, das 9h às 16h, e aos sábados e domingos, das 8h30 às 16h. A compra dos bilhetes é feita exclusivamente pelo site oficial cataratasdoiguacu.com.br, com escolha de dia e horário para controlar a capacidade de carga diária da unidade de conservação.



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