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Núcleos socioambientais discutem propostas para 2027–2030

Reuniões percorrem o Paraná e o sul de Mato Grosso do Sul e devem alcançar cerca de cinco mil participantes

Neste quarto ciclo de encontros, núcleos estão discutindo perspectivas de trabalho para o período de 2027-2030 em questões socioambientais. Foto: Itaipu Parquetec.

 Os 21 Núcleos de Cooperação Socioambiental coordenados pela Itaipu Binacional e pelo Itaipu Parquetec estão concluindo o quarto e último ciclo de encontros de 2026, com debates sobre propostas e prioridades para o período de 2027 a 2030. A última reunião está prevista para 5 de novembro, em Campo Mourão, no Paraná.

Nesta última etapa, os grupos retomaram questões levantadas nos ciclos anteriores e discutiram as perspectivas para os próximos quatro anos. Nos grupos de trabalho (GTs) das áreas social, econômica e ambiental, os participantes apresentaram sonhos, propostas e sugestões para o período de 2027 a 2030. Também foram debatidas mudanças que podem melhorar o funcionamento e a atuação de cada núcleo nos territórios.

A programação de 2026 prevê a participação de aproximadamente cinco mil pessoas nos quatro ciclos de encontros. Considerando também as demais atividades realizadas ao longo do ano, a estimativa de alcance ultrapassa 20 mil pessoas. Entre as ações complementares estão oficinas de hortas comunitárias e grafite, seminários e apresentações culturais.

Para o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri, a articulação entre as instituições ampliou o espaço de discussão e a construção de propostas e projetos de interesse coletivo. Ele relacionou a continuidade desse trabalho à implementação de iniciativas alinhadas às políticas públicas federais.

“Para 2027 toda essa união será de extrema importância na condução e efetivação de projetos alinhados com as políticas públicas do governo federal”, afirmou Verri.

A perspectiva para o próximo período é dar continuidade à articulação entre as organizações que integram os núcleos e avançar na execução de projetos construídos coletivamente. Segundo as informações divulgadas pela iniciativa, essa etapa de execução começou neste ano, depois de os projetos serem elaborados no âmbito de cada núcleo.

Como funcionam os Núcleos de Cooperação Socioambiental

Criados em 2024, no âmbito do programa Itaipu Mais que Energia, os 21 Núcleos de Cooperação Socioambiental abrangem os 399 municípios do Paraná e outros 35 municípios do sul de Mato Grosso do Sul. Essa área é considerada prioritária para a atuação da usina. A iniciativa está alinhada às estratégias do Governo do Brasil voltadas à proteção ambiental e à transformação econômica e social.

A coordenação é realizada conjuntamente pela Itaipu Binacional e pelo Itaipu Parquetec, por meio do programa Governança Participativa para a Sustentabilidade. Os núcleos funcionam como espaços de escuta, formação e educação, com base na metodologia da governança participativa.

A proposta é mobilizar instituições parceiras para que construam ações coletivas voltadas à melhoria da qualidade de vida e à promoção de condições sustentáveis nas comunidades. A participação de organizações da sociedade civil, associações, instituições regionais e representantes do poder público integra esse modelo de articulação territorial.

Uma mudança importante ocorreu em 2026, quando os núcleos começaram a executar os projetos elaborados coletivamente em cada território. Assim, os debates do quarto ciclo não se limitaram à avaliação das atividades anteriores: também trataram das possibilidades de continuidade e aperfeiçoamento do trabalho nos próximos anos.

A conclusão dos encontros em Campo Mourão, no dia 5 de novembro, encerra o calendário de reuniões de 2026 e abre a etapa de planejamento das propostas para o período de 2027 a 2030.

Steve Rodríguez

*Steve Rodríguez é repórter do Fronteira Livre, pesquisador e doutorando pela UNILA com formação interdisciplinar em narrativa audiovisual, estudos culturais latino-americanos e práticas pedagógicas anticoloniais. Sua trajetória combina criação artística (teatro, cinema e cultura visual) com reflexão teórica, orientada pela perspectiva dos estudos visuais de Nicholas Mirzoeff.

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