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Foz do Iguaçu remove entulhos de prédios usados por sem-teto

Ação conjunta recolheu dois caminhões de resíduos em imóveis no Centro e no bairro Campos do Iguaçu que abrigavam pessoas em rua.

Limpeza de prédio abandonado em Foz do Iguaçu

Prédios abandonados em Foz do Iguaçu passam por limpeza e recolhimento de entulhos. Foto: Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu.

Foz do Iguaçu, PR – Uma força-tarefa integrada pelas secretarias municipais de Meio Ambiente e de Assistência Social retirou cerca de cinco toneladas de entulhos de dois prédios abandonados que pertenciam a uma operadora de telefonia na cidade. As intervenções ocorreram entre quinta-feira e sexta-feira em imóveis situados na região central e no bairro Campos do Iguaçu, espaços que vinham sendo utilizados por pessoas em situação de rua diante do abandono estrutural.

Durante a limpeza, que mobilizou equipes suficientes para encher dois caminhões, foram recolhidos restos de comida, colchões velhos, vestimentas, resíduos de construção e diversos materiais acumulados. Além da remoção dos detritos do interior das edificações, os servidores municipais realizaram serviços de roçada e capina no entorno para baixar o mato alto e eliminar focos de insalubridade.

O diretor de Cuidados à População em Situação de Rua, soldado Fruet, relatou a gravidade da situação encontrada nos locais. “A situação estava insalubre, muito lixo acumulado, uma condição desumana. Por isso, tomamos a decisão de fazer esse trabalho, que inclui o apoio a essas pessoas em vulnerabilidade e também fazer essa zeladoria, que é fundamental e impacta na saúde de toda a população”, afirmou.

Por se tratarem de propriedades privadas, os protocolos exigem a notificação prévia dos proprietários antes de qualquer intervenção do poder público. Contudo, a prefeitura informou que não encontrou canais diretos de contato com a empresa dona dos prédios. Segundo a Secretaria Municipal de Finanças e Orçamento, autos de infração por falta de limpeza já haviam sido lavrados ao longo do ano e publicados por edital devido à ausência de representantes localizados.

O diretor de Serviços Urbanos, Ediel Santana, detalhou o impasse jurídico e a necessidade da ação emergencial. “Como são espaços privados, primeiro é necessário notificar a empresa responsável. Porém, nesse caso, não conseguimos identificar canais de comunicação. Então, para resolver a situação, fizemos essa força-tarefa. Locais abandonados como esses se tornam um risco para a saúde pública”, pontuou. A operação buscou mitigar os riscos sanitários e sociais gerados pelo abandono dos imóveis na área urbana.

Melody Piñon

Jornalista formada pela Universidade de Holguín (Cuba), atualmente cursando Filosofia na UNILA. Experiência em redação, edição e produção de conteúdo para imprensa escrita, rádio e televisão. Apaixonada pelo jornalismo investigativo, com interesse nas áreas social e econômica.

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