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FITCataratas valoriza artesanato e cultura na fronteira 

Festival Internacional de Turismo Cataratas aproxima artesãos e profissionais do setor para fortalecer a identidade cultural trinacional.

Exposição de artesanato trinacional integrado ao turismo em Foz do Iguaçu. Foto: (FITCataratas).

Foz do Iguaçu, PR – O Festival Internacional de Turismo Cataratas (FITCataratas), realizado anualmente na cidade desde 2006, tem ampliado o espaço para a valorização da produção artesanal e da identidade cultural da região de fronteira. A aproximação entre artesãos e profissionais do setor turístico busca destacar o artesanato não apenas como uma lembrança comercial, mas como uma expressão viva das tradições, conhecimentos e histórias que compõem o território trinacional entre Brasil, Paraguai e Argentina.

A discussão sobre o papel da atividade ganhou contornos práticos em 2026, quando uma iniciativa do IDESTUR, associada ao evento, previu a seleção de até 15 artesãos dos três países. A seleção adotou critérios como autoria, originalidade, qualidade técnica e identidade cultural, conectando produtores locais a um público qualificado formado por operadores, agências e gestores do turismo regional e internacional.

Especialistas e idealizadores do evento apontam que diferenciar o artesanato do trabalho manual comum é um passo essencial para fortalecer a cadeia produtiva. Enquanto o trabalho manual engloba tarefas diretas de montagem, costura ou decoração, o artesanato autêntico exige domínio de técnicas tradicionais ou contemporâneas, criação própria e forte vínculo com as referências culturais de uma comunidade.

Essa conexão com o turismo de base comunitária permite que os visitantes superem a simples aquisição de produtos. Por meio de oficinas, vivências e visitas a ateliês guiadas pelos próprios criadores, os turistas entram em contato direto com os saberes locais, gerando oportunidades concretas de renda e garantindo que os benefícios econômicos da atividade permaneçam com quem realmente produz.

Para os organizadores, o fortalecimento dessa rede na Tríplice Fronteira evidencia que o desenvolvimento de um destino turístico depende fundamentalmente do reconhecimento das pessoas que preservam a cultura, transformando o turismo em um vetor de inclusão social e valorização de direitos identitários.

Melody Piñon

Jornalista formada pela Universidade de Holguín (Cuba), atualmente cursando Filosofia na UNILA. Experiência em redação, edição e produção de conteúdo para imprensa escrita, rádio e televisão. Apaixonada pelo jornalismo investigativo, com interesse nas áreas social e econômica.

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