Recife, PE – A Polícia Federal abriu inquérito na manhã desta quinta-feira (8) para investigar as causas do incêndio que destruiu um prédio no Campus Recife da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O fogo começou na noite de quarta-feira (7) e deixou um prejuízo estimado em R$ 100 milhões ao patrimônio público da instituição de ensino.
As chamas atingiram o antigo prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine), onde funcionavam laboratórios voltados a pesquisas nas áreas de fármacos, informática e genética. Apesar da proporção do estrago material e da queima de estoques inteiros de equipamentos, a corporação confirmou que não houve registro de vítimas no local.
Para combater as chamas na estrutura universitária, o Corpo de Bombeiros mobilizou cinco viaturas durante a noite. Peritos criminais federais foram ao local do desastre logo pela manhã para realizar os exames técnicos que vão compor as investigações sobre o que iniciou o fogo.
O reitor da UFPE, Alfredo Gomes, relatou a dimensão das perdas para a comunidade científica e para a saúde pública em entrevista concedida à Rádio Nova Líder:
“A universidade teve um prejuízo estimado de R$ 100 milhões. Amostras e equipamentos de pesquisa, inclusive máquinas de informática, foram perdidos com o fogo.”
A destruição atinge em cheio anos de trabalho de professores e estudantes em áreas estratégicas para o país. Em pesquisas de genética e medicamentos, a perda de maquinário e de amostras acumuladas interrompe testes de longo prazo que não têm reposição imediata no orçamento universitário.
Em nota oficial, a UFPE informou que começou a avaliar a extensão dos danos provocados pelo fogo e prestou solidariedade aos pesquisadores e servidores afetados. O inquérito policial da PF agora apura se o incêndio decorreu de falha elétrica, problemas de manutenção ou outra circunstância.



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