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Paraná tem 166 mil animais cadastrados no SinPatinhas

SinPatinhas reúne dados de animais, tutores, castrações e microchipagens para acompanhar políticas públicas

Dados do SinPatinhas ajudam a acompanhar ações de proteção animal. Foto: Banco de Imagens/Pinterest.

Paraná – O estado tem 166.271 cães e gatos cadastrados no Sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos (SinPatinhas), plataforma coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) para registrar animais e acompanhar as ações do Programa Nacional de Proteção e Manejo Populacional Ético de Cães e Gatos (ProPatinhas). Os dados, compilados até 10 de setembro de 2026, mostram 91.326 cães e 74.945 gatos registrados.

Entre os animais cadastrados no Paraná, 25.608 cães e 22.984 gatos são microchipados. O sistema também registra 42.817 cães e 41.337 gatos como castrados. O número de tutores pessoas físicas cadastrados no estado chega a 114.620.

O SinPatinhas foi criado para organizar informações sobre animais domésticos e permitir que o Governo Federal acompanhe a execução do ProPatinhas. A plataforma é usada para quantificar e monitorar as ações do programa, auxiliar o planejamento de políticas públicas e dar maior transparência às medidas de proteção animal.

Desde outubro de 2025, o sistema também é utilizado para executar, monitorar, controlar e prestar contas de instrumentos de transferências voluntárias do Governo Federal destinados a ações de microchipagem e esterilização cirúrgica de cães e gatos.

Em todo o país, o SinPatinhas já soma 1,8 milhão de cadastros de cães e gatos. São mais de 1 milhão de cães e 743.367 gatos registrados na plataforma. O Paraná ocupa a terceira posição entre os estados com maior número de animais cadastrados, atrás de São Paulo, com 538.059, e Rio de Janeiro, com 175.656. Minas Gerais aparece em seguida, com 122.289, e o Rio Grande do Sul tem 91.800 animais registrados.

Castração e microchipagem

O sistema também permite acompanhar procedimentos realizados com recursos públicos. Atualmente, 14 Organizações da Sociedade Civil (OSCs) e 29 municípios registram na plataforma a execução das ações de microchipagem e esterilização cirúrgica previstas em seus planos de trabalho.

Esses registros subsidiam a prestação de contas dos instrumentos firmados com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, incluindo contratos de repasse, termos de colaboração e transferências especiais. A plataforma permite verificar quais procedimentos foram realizados e acompanhar a aplicação dos recursos destinados ao ProPatinhas.

Até setembro de 2026, o SinPatinhas havia registrado 114.228 felinos e 131.632 caninos atendidos com recursos provenientes de transferências voluntárias do Governo Federal desde outubro de 2025. Ao todo, são 245.860 animais submetidos a procedimentos de castração e microchipagem monitorados pela plataforma.

Como funciona o cadastro

O cadastro no SinPatinhas pode ser feito por meio da conta Gov.br. Depois do acesso, os dados do responsável são preenchidos automaticamente e o usuário precisa informar os dados do animal. Ao final do procedimento, o sistema gera uma carteirinha digital com QR Code, que pode ser colocada na coleira.

A identificação facilita a localização e a devolução do animal em caso de perda. O sistema pode ser utilizado por pessoas físicas e jurídicas, médicos veterinários, clínicas e hospitais veterinários, organizações da sociedade civil, protetores independentes e entes federativos, conforme as regras do programa.

Auditoria e protetores independentes

O MMA também desenvolve um Módulo de Auditoria e Monitoramento para ampliar o controle sobre as parcerias e os recursos destinados à proteção animal. A nova ferramenta deverá permitir auditorias diretamente no SinPatinhas, identificar inconsistências em cadastros e registros e agilizar os processos de monitoramento e prestação de contas.

Outra funcionalidade em desenvolvimento é um perfil específico para protetores independentes. A proposta prevê um campo de autodeclaração e uma identificação visual para esse grupo dentro da plataforma.

O objetivo é identificar os protetores cadastrados, conhecer a quantidade de animais sob sua responsabilidade e acompanhar a evolução desses registros por meio de um histórico temporal das declarações. Segundo as informações do programa, esses dados poderão auxiliar o planejamento de ações de manejo populacional, o direcionamento de recursos públicos e a formulação de políticas voltadas aos protetores independentes.

Steve Rodríguez

*Steve Rodríguez é repórter do Fronteira Livre, pesquisador e doutorando pela UNILA com formação interdisciplinar em narrativa audiovisual, estudos culturais latino-americanos e práticas pedagógicas anticoloniais. Sua trajetória combina criação artística (teatro, cinema e cultura visual) com reflexão teórica, orientada pela perspectiva dos estudos visuais de Nicholas Mirzoeff.

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