Curitiba, PR – A candidata ao Senado, Gleisi Hoffmann (PT), votou na manhã deste domingo (4) no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Vila Leão, em Curitiba. Acompanhada por apoiadores, ela chegou ao colégio eleitoral por volta das 8h45, conversou com eleitores e seguiu para a cabine de votação. Na saída, falou com os jornalistas, fez um balanço da campanha e declarou confiança na disputa por uma vaga no Senado Federal pelo Paraná.
Na entrevista, Gleisi afirmou que o resultado da eleição vai definir o rumo do país e do estado nos próximos quatro anos. A candidata defendeu a urgência de eleger mais mulheres para os espaços de poder e ligou a baixa representação política à rotina de violência e desigualdade salarial enfrentada pelas brasileiras.
“É um momento em que a gente define a vida futura do país e do estado, por quatro anos ou mais tempo. Procuramos fazer uma campanha levando propostas, uma campanha muito forte com as mulheres, chamando para o voto feminino, para aumentar a representação política das mulheres. Mostramos o que fizemos para o estado e as potencialidades para continuar fazendo”, declarou.
A petista também citou conflitos e atritos ocorridos ao longo das últimas semanas de campanha no estado. “Fico muito feliz de encerrar esta campanha, apesar de muitas dificuldades que tivemos com os outros candidatos, o desrespeito, mas mostramos o melhor do que é uma caminhada política”, afirmou.
Ao tratar do voto feminino, Gleisi disse que a cobrança por apoio nas urnas está ligada à defesa direta dos direitos das mulheres no mercado de trabalho e dentro de casa.
“Eu não pedi voto por ser mulher. Eu pedi voto porque defendo as mulheres e defendo os homens que respeitam as mulheres. Somos mais da metade da população, mães do restante da população, e não somos respeitadas como deveríamos ser, seja no mundo do trabalho, seja no ambiente doméstico, além de toda essa violência”, disse.
Para a candidata, os casos recorrentes de agressão física e as barreiras profissionais exigem uma resposta firme da política paranaense e nacional. “Infelizmente, as mulheres ainda enfrentam muitas dificuldades. A sociedade só vai ser equilibrada e boa para todos quando tivermos equilíbrio entre homens e mulheres”, concluiu, antes de seguir para o comitê, onde acompanha a apuração dos votos.



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