Foz do Iguaçu, PR – O cultivo de plantas que funcionam como repelentes naturais surge como uma alternativa doméstica para amenizar o incômodo provocado por pernilongos e mosquitos, ao mesmo tempo em que fornece temperos e ervas para o consumo diário. Sete espécies aromáticas e comestíveis reúnem substâncias capazes de afastar insetos por meio da liberação de odores e óleos essenciais presentes em suas folhas: manjericão, hortelã, alecrim, capim-limão, lavanda, erva-luísa e orégano.
Especialistas consultados pelo portal Infobae explicam que os compostos químicos dessas plantas confundem os órgãos sensoriais dos insetos e dificultam a aproximação deles em ambientes fechados e quintais. O manjericão, por exemplo, exala um aroma intenso que incomoda mosquitos e outras pragas, com a vantagem de ser plantado em vasos e colhido fresco para a cozinha. Já a hortelã dispersa mentol, substância ligada à ação repelente, adaptando-se a locais ensolarados e servindo ao preparo de bebidas, infusões e pratos diversos.
Outra erva culinária de destaque é o alecrim, tradicional no preparo de assados, cujo perfume forte auxilia no bloqueio aos insetos em cozinhas e hortas residenciais. Na mesma linha cítrica, o capim-limão e a erva-luísa carregam óleos aromáticos semelhantes aos encontrados em fórmulas industriais de repelência, sendo aproveitados rotineiramente em chás. A lista traz ainda a lavanda, procurada por sua floração e óleo perfumado que repele diversas pragas, e o orégano, cujos óleos essenciais conferem resistência biológica contra mosquitos nos canteiros domésticos.
Apesar do efeito protetor das espécies, especialistas e autoridades sanitárias alertam que a medida funciona apenas como reforço e não substitui os cuidados estruturais de saúde coletiva. Em regiões com transmissão ativa de arboviroses, a prioridade absoluta continua sendo a eliminação de recipientes com água parada, o descarte adequado do lixo e a adoção das diretrizes oficiais de combate a criadouros de mosquitos.



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