Foz do Iguaçu, PR – A Câmara Municipal de Foz do Iguaçu pediu à Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (SESA/PR) informações sobre a capacidade instalada, a oferta de serviços e os possíveis vazios assistenciais da 9ª Regional de Saúde. O pedido, apresentado por meio do Requerimento nº 738/2026, também questiona como está o Planejamento Regional Integrado (PRI) da região e qual é a capacidade da rede para atender às demandas de média e alta complexidade.
A iniciativa busca reunir dados que permitam identificar lacunas na assistência e verificar se os serviços disponíveis correspondem às necessidades da população atendida pela 9ª Regional, que integra a Macrorregião Oeste do Paraná.
Entre os documentos solicitados estão o diagnóstico regional elaborado no âmbito do PRI e estudos sobre possíveis vazios na atenção hospitalar, na urgência e emergência, na média e alta complexidade hospitalar e nas especialidades em que o Hospital Municipal Padre Germano Lauck atua como referência.
O requerimento também pede informações sobre a população atendida, a necessidade estimada de serviços, a capacidade existente e eventuais déficits identificados pela gestão estadual.
Estrutura e distribuição dos serviços
A Câmara solicita ainda a matriz de oferta e capacidade instalada hospitalar da 9ª Regional de Saúde. O documento deve apresentar informações sobre os estabelecimentos existentes, serviços e especialidades disponíveis, habilitações, quantidade e tipos de leitos e população de referência.
Outro ponto do pedido trata dos serviços de média e alta complexidade oferecidos pelas demais Regionais que fazem parte da Macrorregião Oeste. A intenção é identificar onde esses atendimentos estão disponíveis e qual é a capacidade de cada unidade.
O Hospital Municipal Padre Germano Lauck também aparece como um dos pontos centrais do levantamento. Como a unidade é referência para determinados serviços, o requerimento pergunta quais outras Regionais da Macrorregião Oeste oferecem os mesmos atendimentos e em quais estabelecimentos.
A Câmara quer saber ainda quais serviços considerados necessários ou previstos para a 9ª Regional ainda não foram implantados ou habilitados, além daqueles que eventualmente estejam funcionando abaixo da capacidade planejada. O levantamento inclui possíveis sobreposições de serviços e vazios assistenciais que possam interferir nas referências hospitalares da região.
Mudanças nos fluxos de urgência e emergência
O requerimento também relaciona o planejamento regional à Resolução SESA nº 2.022/2025, que promoveu mudanças nos fluxos de atendimento de urgência e emergência. A Câmara questiona se, antes da reorganização desses fluxos, foi feita uma avaliação da capacidade dos hospitais das diferentes Regionais para absorver as demandas de média e alta complexidade.
O pedido inclui ainda estudos realizados depois da implantação da resolução que tenham acompanhado possíveis mudanças na distribuição da demanda, no uso da capacidade hospitalar e na existência de vazios assistenciais. A preocupação é verificar como as mudanças nos fluxos de atendimento interferiram na organização da rede e na distribuição dos pacientes entre os hospitais da Macrorregião Oeste.
O papel do Planejamento Regional Integrado
O Planejamento Regional Integrado (PRI) é utilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para organizar, entre os municípios de uma determinada região, a oferta de serviços, os fluxos de atendimento e os investimentos necessários para garantir a assistência à população.
O planejamento considera as necessidades de saúde, a capacidade instalada e as prioridades de cada região, permitindo também identificar possíveis vazios assistenciais.
No caso da 9ª Regional, o requerimento busca confrontar essas informações de planejamento com a estrutura atualmente disponível. A Câmara quer saber quais são as necessidades identificadas pelo PRI, quais serviços estão efetivamente disponíveis e onde permanecem lacunas na assistência.
O levantamento também pode esclarecer como a rede regional está distribuída e de que maneira o Hospital Municipal Padre Germano Lauck se encaixa nos fluxos de referência da Macrorregião Oeste. A solicitação foi apresentada à SESA/PR para que o município tenha acesso aos dados e estudos utilizados no planejamento da rede estadual de saúde na região.



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