Washington, Estados Unidos – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (26) que acredita em um desfecho diplomático entre Washington e Havana. Em conversa com jornalistas na Casa Branca, ele declarou que os dois países devem fechar um acordo e avaliou que uma ação armada direta contra a ilha caribenha não será necessária no momento.
“Eu diria que Cuba e nós chegaremos a um acordo. Não acho que vamos precisar do exército”, disse Trump a repórteres reunidos na sede do governo norte-americano.
A postura adotada pelo mandatário contrasta com o tom adotado dias antes pela diplomacia de seu próprio governo. No início da semana, a porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Amanda Roberson, não descartou expressamente o envio de tropas a Cuba ao ser questionada sobre a estratégia da Casa Branca para forçar uma transição política no território vizinho.
Em entrevista exclusiva à CNN Brasil, Amanda Roberson sustentou que o governo dos Estados Unidos trabalha ativamente por uma mudança de rumo no país caribenho para “libertá-los”. Durante a conversa, a porta-voz foi confrontada diretamente sobre a chance de Washington repetir em Cuba uma ação militar nos moldes da que realizou em janeiro na Venezuela.
Em sua resposta, Roberson evitou afastar uma manobra de força e pontuou que o governo mantém em aberto diferentes linhas de ação. “O presidente Trump falou, ele considera que há muitas ferramentas à nossa disposição, que o ponto mais importante para ele é garantir a segurança dos Estados Unidos. Então é impossível saber o que poderia acontecer ou não no futuro”, disse a porta-voz.
As declarações de Trump indicam uma tentativa pública de desacelerar as especulações imediatas sobre um ataque ou invasão por parte das forças armadas americanas. Ao mesmo tempo, o histórico recente de intervenções na América Latina e as falas abertas do Departamento de Estado mantêm no radar a pressão contínua e as ameaças de segurança sobre o povo cubano.



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