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TEA e TDAH: critérios de diagnóstico em adultos são questionados

Câmara de Foz do Iguaçu cobra esclarecimentos sobre diagnóstico de TEA e TDAH em adultos

Foto: CMFI.

Foz do Iguaçu, PR – Requerimento enviado à Prefeitura busca esclarecer protocolos, encaminhamentos e critérios adotados pela rede municipal de saúde para investigar transtornos do neurodesenvolvimento em adultos.

Com o aumento da identificação de casos de Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e outras neurodivergências entre adultos, a Câmara Municipal de Foz do Iguaçu busca informações sobre os critérios adotados pela rede municipal de saúde para a investigação e o diagnóstico dessas condições.

A iniciativa questiona principalmente a padronização dos procedimentos e a necessidade de que o atendimento considere as particularidades de cada paciente. Para ampliar a fiscalização sobre o tema, a Câmara encaminhou à Prefeitura o Requerimento nº 733/2026, que solicita informações sobre os protocolos utilizados no município.

O documento deverá receber resposta oficial do Executivo e questiona os protocolos e critérios adotados pela rede municipal no atendimento de adultos com suspeita de TEA, TDAH e outras condições relacionadas ao neurodesenvolvimento. Entre os pontos levantados estão o fluxo de encaminhamento, os profissionais responsáveis pelas avaliações, os critérios utilizados para autorizar ou negar encaminhamentos e a existência de procedimentos específicos para cada condição.

Critérios adotados pela rede municipal

O requerimento também busca esclarecer se os critérios utilizados são uniformes entre as diferentes unidades de saúde de Foz do Iguaçu e de que maneira a Prefeitura acompanha e fiscaliza a aplicação desses procedimentos. A iniciativa partiu de relatos recebidos pela parlamentar sobre adultos que teriam recebido encaminhamentos diferentes mesmo em situações consideradas semelhantes.

Diante desses relatos, o documento questiona se as diferenças nos procedimentos estão fundamentadas em protocolos oficiais ou se resultam de critérios distintos adotados por profissionais ou unidades da rede municipal.

Steve Rodríguez

*Steve Rodríguez é repórter do Fronteira Livre, pesquisador e doutorando pela UNILA com formação interdisciplinar em narrativa audiovisual, estudos culturais latino-americanos e práticas pedagógicas anticoloniais. Sua trajetória combina criação artística (teatro, cinema e cultura visual) com reflexão teórica, orientada pela perspectiva dos estudos visuais de Nicholas Mirzoeff.

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