Curitiba, PR – Eleito governador do Paraná em primeiro turno nas eleições gerais de 2026, Sergio Moro (PL) anunciou que manterá o mandato de senador até o fim deste ano e que pretende cortar o número de secretarias estaduais a partir de janeiro de 2027.
As declarações foram dadas em entrevista ao programa Meio-Dia Paraná, da RPC, afiliada da TV Globo. Na conversa, Moro detalhou as prioridades para os primeiros meses de gestão e para o processo de transição, que já conta com diálogo aberto com o atual governador, Ratinho Junior.
Segundo Moro, a decisão de não se licenciar do Senado envolve a votação de projetos pendentes em Brasília e a atuação na campanha do segundo turno presidencial em apoio a Flávio Bolsonaro (PL).
Com a posse marcada para janeiro no Palácio Iguaçu, sua cadeira parlamentar em Brasília será ocupada pelo primeiro suplente, Luis Felipe Cunha (União Brasil).
Na gestão estadual, o governador eleito prometeu enxugar a máquina pública e reduzir significativamente o primeiro escalão, embora não tenha especificado quantas ou quais secretarias serão extintas ou fundidas.
Moro afirmou que a montagem da equipe seguirá critérios técnicos e que a ausência de grandes coligações partidárias facilitará essas indicações para as pastas estratégicas do estado:
“Por exemplo, a Secretaria da Infraestrutura tem que ser um engenheiro, né? Secretaria de Saúde tem que ser um médico, um profissional da saúde habilitado; Educação tem que ser um profissional da educação e Segurança Pública, igualmente. Não abriremos mão de ter um secretariado técnico, que é a nossa marca.”
Em relação à malha rodoviária e aos contratos de pedágio — tema de forte impacto econômico para o setor produtivo e a população —, Moro prometeu criar um observatório digital para que os usuários acompanhem o andamento das obras previstas.
Também afirmou que pretende abrir conversas com as concessionárias de rodovias para avaliar a viabilidade de redução nas tarifas cobradas nas praças de pedágio do Paraná.
Ao tratar dos primeiros passos na área fiscal e no combate ao crime, o futuro governador enfatizou a conclusão de projetos e ações policiais:
“Vamos olhar as contas do governo e dar prioridade. A gente precisa começar a fazer obra e terminar as obras. E não fazer um monte de obras, às vezes ao mesmo tempo, e as coisas ficam se prolongando, às vezes com prejuízo ao cidadão, que fica incomodado com várias estradas em construção. A vigilância do pedágio, das obras do pedágio, vamos começar já de imediato em janeiro. Quero criar forças-tarefas já em janeiro, para a gente ir para cima do crime organizado e desmantelar essas quadrilhas que estão aqui existentes no Paraná.”
Na área da saúde, o plano do futuro governo é estruturar a Tabela SUS Paranaense ainda durante o período de transição, com a meta de colocar o novo modelo de atendimento e repasses em prática no primeiro semestre de 2027.
Sobre os serviços públicos concedidos, Moro declarou que cobrará da Copel a apresentação de um plano de investimentos focado em reduzir falhas no fornecimento e melhorar a distribuição de energia no estado.
Moro assegurou que os prefeitos que apoiaram seu adversário na disputa, Sandro Alex (PSD), não sofrerão perseguição nem cortes de investimentos, sustentando que governará para todos os municípios paranaenses.
A base de apoio da nova administração terá reforço no Congresso Nacional. Moro destacou a eleição de aliados diretos ao Senado — Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL) —, além de deputados federais do grupo, o que deve agilizar a liberação de emendas e projetos para o Paraná.



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