Pedra nos rins afeta até 12% da população e pode imitar outros problemas de saúde

Pedra nos rins afeta até 12% da população e pode imitar outros problemas de saúde

Ao todo, existem quatro tipos de cálculos renais. Eles são diferenciados por suas formações e suas características principais. Foto: Divulgação
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Embora muitas vezes passem despercebidos nos estágios iniciais, os cálculos renais podem causar dores intensas e manifestações semelhantes às de outras enfermidades. A prevenção inclui hidratação adequada e uma dieta equilibrada, segundo especialistas.

Os cálculos renais são formações sólidas compostas por substâncias como cálcio e ácido úrico, que se acumulam no trato urinário. Quando bloqueiam o fluxo da urina, os sintomas aparecem de forma súbita e intensa.

O Ministério da Saúde estima que a incidência da condição seja de 24 casos a cada 10 mil habitantes. Entre 10% e 12% da população brasileira terá pedras nos rins em algum momento da vida.

Sintomas principais

Os sinais mais comuns de alerta incluem:

  • Dor intensa nas costas, no abdômen inferior ou na virilha.

  • Náuseas e vômitos.

  • Sangue na urina.

  • Dor ou ardência ao urinar.

  • Dificuldade para urinar ou eliminação de pequenas quantidades.

  • Urina turva ou com odor forte.

  • Febre e calafrios.

O diagnóstico inicia-se com exame de urina e pode ser confirmado por ultrassonografia, raio-X ou tomografia, que permitem identificar o tamanho e a localização dos cálculos.

Prevenção

De acordo com especialistas, hábitos simples reduzem o risco de formação das pedras:

  • Beber bastante água: o ideal é produzir cerca de 2 litros de urina por dia.

  • Reduzir alimentos ricos em oxalato: espinafre, beterraba, nozes, chocolate e derivados de soja devem ser consumidos com moderação.

  • Diminuir o sal e proteínas animais: adotar uma dieta com baixo teor de sódio e optar por fontes vegetais de proteína.

  • Manter cálcio na dieta: a ingestão proveniente de alimentos não aumenta o risco, mas suplementos devem ser avaliados por um profissional.

Com diagnóstico precoce e acompanhamento médico, é possível evitar complicações graves e preservar a saúde renal.


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