Curitiba, PR – O Paraná cresceu em todos os setores econômicos monitorados pelo IBGE nos últimos doze meses. Os dados, divulgados nesta semana, mostram expansão simultânea em serviços, comércio, turismo e produção rural — algo raro mesmo entre os estados mais industrializados do país.
A Pesquisa Mensal de Serviços registrou alta de 2% no período. O índice é o maior da região Sul: Santa Catarina cresceu 1,4%; o Rio Grande do Sul, apenas 0,5%. O segmento de serviços é estratégico porque responde por parcela significativa dos empregos formais no estado.
Os destaques setoriais ficaram com comunicação e informação (3%), transporte e serviços auxiliares (2,5%), serviços profissionais e administrativos (0,8%) e a categoria “outros serviços” (6,3%), que inclui lavanderias, salões de beleza, estética e reparos domésticos.
O turismo paranaense avançou 1,8% no mesmo período. O número supera o de estados onde o setor é peça central da economia: Santa Catarina caiu 4,3%; Pernambuco recuou 0,5%; Ceará cresceu 1,3%; São Paulo, 1,6%; Alagoas, 0,4%.
No comércio, o varejo simples — sem automóveis e construção civil — expandiu 3,3%, mais que o dobro da média nacional de 1,4%. No varejo ampliado, que inclui todos os segmentos, o crescimento foi de 0,6%, cinco vezes superior ao do Brasil.
As maiores altas nas vendas vieram de eletrodomésticos (10,6%), artigos de uso pessoal e doméstico (10,3%), livros e papelaria (8%), móveis e eletrodomésticos (7,8%), hipermercados e supermercados (3,5%), artigos farmacêuticos (2,5%) e vestuário (1,5%).
Olhando apenas para 2026, o desempenho é ainda mais forte: o varejo simples cresceu 4%; o ampliado, 2,4%. Os destaques foram móveis (6,1%) e artigos de uso pessoal (10,7%).
A nova previsão nacional da safra, publicada na mesma semana, confirmou o Paraná como segundo maior produtor de grãos do país, com 13,7% do mercado — atrás de Mato Grosso (31,3%) e à frente de Rio Grande do Sul (10,7%), Goiás (9,7%), Mato Grosso do Sul (8,4%) e Minas Gerais (5,5%).
O estado registrou acréscimo de 93,6 mil toneladas em junho em relação a maio, uma das maiores variações positivas do país. As principais contribuições vieram da primeira safra de milho (15,6 mil toneladas) e da cevada, que cresceu 2,5% no período.


















