Brasília, DF – Em gravações divulgadas nas redes sociais nesta quinta-feira (8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu o tom contra a oposição e acusou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de ligação direta com a criminalidade. A declaração foi feita durante uma cobrança aberta pela votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública no Senado.
A acusação se apoiou no histórico de atuação jurídica do parlamentar fluminense. Lula lembrou que Flávio defendeu o policial militar Bruno Dias Delaroli, réu pela morte de Ana Clara Machado, de 5 anos. A menina foi atingida por um disparo de fuzil na porta de casa em 2 de fevereiro de 2021, na comunidade Monan Pequeno, em Niterói (RJ), segundo denúncia do Ministério Público estadual (MP-RJ).
Ao amarrar o caso à resistência parlamentar contra a proposta em tramitação no Congresso, Lula disparou:
“Por que ele não quer votar? Porque ele faz parte desse crime organizado.”
A PEC da Segurança Pública autoriza a participação direta da União no setor e busca fixar o papel do governo federal no combate às facções. O projeto está entre as bandeiras prioritárias do Palácio do Planalto, mas, conforme noticiou o Poder360, a tramitação legislativa só deve ser concluída após o período eleitoral.
O confronto não se limitou à pauta policial. Em um segundo vídeo, Lula afirmou que uma vitória eleitoral de Flávio resultaria na retirada de R$ 250 bilhões da saúde, da educação e da Previdência Social.
O presidente listou programas que ficariam na mira de cortes orçamentários, como o Pé-de-Meia, as moradias populares do Minha Casa, Minha Vida e o auxílio do Gás do Povo.
Lula afirmou ainda que a pressão da elite econômica por corte de gastos sempre recai sobre a população trabalhadora e declarou que seu governo manterá e ampliará essas políticas públicas.
Ambos os vídeos fazem parte de uma investida do Planalto nas redes, com aparições frequentes de Lula em gravações em formato selfie para pautar o debate político.



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