Inflação acumulada no Brasil recua para 3,81% e fica abaixo de 4% após dois anos

Inflação acumulada no Brasil recua para 3,81% e fica abaixo de 4% após dois anos

Queda no arroz e no óleo de soja ajuda a reduzir o valor da cesta básica em capitais como Curitiba. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
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CURITIBA | PR – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal indicador da inflação oficial do país, revelou uma desaceleração significativa no acumulado de 12 meses. O índice fechou em 3,81%, marcando a primeira vez em quase dois anos que o acumulado fica abaixo da barreira dos 4%. Os dados, divulgados nesta quinta-feira (12) pelo IBGE, mostram um progresso em relação a janeiro, quando o acumulado era de 4,44%.

A análise dos últimos 12 meses é considerada fundamental por economistas para identificar tendências estruturais de preços, minimizando variações sazonais. Com este resultado, a inflação volta a se posicionar confortavelmente dentro do intervalo de tolerância do Banco Central (BC), que tem como meta 3%, com teto de 4,5%.

Pressão sazonal da educação e transportes em fevereiro

No recorte mensal, o IPCA passou de 0,33% em janeiro para 0,7% em fevereiro. Apesar da aceleração típica de início de ano, o percentual é consideravelmente menor do que o registrado em fevereiro do ano passado (1,31%).

O grande protagonista do mês foi o grupo Educação, que variou 5,21% devido aos reajustes anuais de mensalidades escolares e cursos. Somado ao grupo Transportes, os dois segmentos responderam por 66% de todo o índice do mês.

Comparativo histórico e o “Bônus de Itaipu”

O gerente da pesquisa do IBGE, Fernando Gonçalves, destaca que o resultado é o menor para um mês de fevereiro desde 2020. Ele explica que a base de comparação com 2025 favoreceu o índice atual devido a fatores energéticos regionais.

“Em fevereiro do ano passado, no IPCA de 1,31%, houve uma pressão do grupo habitação, em especial na energia elétrica, em função do fim do Bônus de Itaipu, o que não ocorreu no ano de 2026.”

Gonçalves acrescentou ainda que, embora o índice geral tenha desacelerado na base anual, o setor de ensino registrou uma aceleração superior à do ano anterior.

Detalhamento por grupos: Ensino e passagens aéreas

Dentro do grupo Educação (alta de 6,20% nos cursos regulares), os maiores impactos foram sentidos no ensino médio (8,19%) e no ensino fundamental (8,11%). Já no setor de Transportes, o destaque negativo foi o aumento de 11,40% nas passagens aéreas e de 5,62% no seguro voluntário de veículos.

Em contrapartida, os combustíveis deram um fôlego ao bolso do consumidor, registrando índice negativo de -0,47%, com quedas expressivas na gasolina (-0,61%) e no gás veicular (-3,10%).

Alimentos e cesta básica em queda

Para o consumidor paranaense, o alívio veio do grupo Alimentação e Bebidas. Itens essenciais da mesa registraram quedas importantes:

  • Frutas: -2,78%

  • Óleo de soja: -2,62%

  • Arroz: -2,36%

  • Café moído: -1,20%

Essa tendência de queda foi ratificada pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos (Conab/Dieese), que apontou redução de preços em 13 das 27 capitais brasileiras, incluindo Curitiba. O segmento de alimentação fora do domicílio também apresentou desaceleração, passando de 0,55% para 0,34% na transição de janeiro para fevereiro.

Serviço: Próximos indicadores

  • Próxima divulgação: 10 de abril (dados referentes a março).

  • Fonte oficial: Sistema Sidra/IBGE.

  • Abrangência: Famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos nas principais regiões metropolitanas, incluindo Curitiba.

 

https://webapp412267.ip-45-33-11-209.cloudezapp.io/role-na-fronteira/forum-turismo-nautico-masterplan-lago-itaipu


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