Rio de Janeiro, RJ – O longa-metragem “Feito Pipa”, dirigido por Allan Deberton, foi o escolhido pela Academia Brasileira de Cinema para tentar uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar de 2027. O anúncio oficial da comissão de seleção ocorreu nesta quarta-feira (16).
A produção venceu outros cinco concorrentes nacionais que estavam no páreo: “A Fabulosa Máquina do Tempo”, de Eliza Capai; “A Natureza das Coisas Invisíveis”, de Rafaela Camelo; “Nosso Segredo”, de Grace Passô; “Vicentina Pede Desculpas”, de Gabriel Martins; e “100 Dias”, de Carlos Saldanha.
Com a decisão dos jurados brasileiros, “Feito Pipa” passa agora para a etapa de triagem da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (Ampas), em Hollywood. A entidade norte-americana vai avaliar os representantes enviados por dezenas de países para definir quais títulos entram na lista oficial de indicados. A previsão é que a lista final com os concorrentes seja divulgada no final de janeiro de 2027.
A cerimônia da 99ª edição do Oscar está marcada para o dia 14 de março de 2027, com transmissão a partir das 20h (horário de Brasília), diretamente do Dolby Theatre, em Los Angeles.
A indicação mantém a sequência de participações recentes do cinema brasileiro no maior prêmio da indústria cinematográfica global. No ano passado, o Brasil venceu pela primeira vez a estatueta de Melhor Filme Internacional com “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, estrelado por Fernanda Torres. Naquela edição, o filme também disputou os prêmios de Melhor Filme e Melhor Atriz, perdendo ambas as categorias para “Anora”, com atuação principal de Mikey Madison. Neste ano, o país esteve presente na cerimônia com “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, indicado a Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Direção de Elenco e Melhor Ator, com Wagner Moura.
A trama de “Feito Pipa” foca na rotina e nas transformações de Gugu, um menino de 12 anos apaixonado por futebol. Criado com liberdade, estímulo à imaginação e proteção pela avó Dilma, professora aposentada, o garoto enfrenta um momento de ruptura. A presença distante do pai, Batista — marcada por silêncios, expectativas e ausências —, ressurge quando surge a possibilidade real de o filho passar a morar com ele.



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