Chuvas de outubro já superam média histórica em quatro cidades do Paraná

Chuvas de outubro já superam média histórica em quatro cidades do Paraná

Volume de chuva em outubro já ultrapassou a média do mês em quatro estações do Simepar Foto: Leonardo Furlan / Simepar
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As chuvas intensas registradas no Paraná em outubro chamam a atenção dos meteorologistas. Em quatro estações do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar)Cornélio Procópio, Guaíra, Maringá e Paranaguá — o volume de precipitações já ultrapassou a média histórica mensal no último dia 20, restando ainda mais de uma semana para o encerramento do mês.

A primavera, conhecida pelo aumento de tempestades, tem se mostrado especialmente intensa em 2025. Segundo dados do Simepar, Cornélio Procópio atingiu 171,6 mm de chuva, frente à média de 146,6 mm; Guaíra registrou 190,6 mm (média de 190,1 mm); Maringá, 171 mm (média de 160,8 mm); e Paranaguá, 146,4 mm (média de 138 mm).

De acordo com Marco Jusevicius, coordenador de operações do Simepar, as condições atmosféricas atuais favorecem a formação de tempestades no Sul e Sudeste do Brasil.

“A formação de tempestades é impulsionada pela umidade vinda da Amazônia, pelo contraste de temperaturas típico da primavera e pela instabilidade geral da atmosfera, que é muito maior nesse período”, explica.

Formação de tempestades

O meteorologista esclarece que a origem das tempestades está associada ao movimento ascendente de massas de ar úmido.

“A umidade em elevação se condensa e, alimentada por mais calor e umidade, forma nuvens de grande desenvolvimento vertical”, detalha Jusevicius.

Esses movimentos podem ocorrer por diferentes causas: a passagem de frentes frias, que empurram o ar das camadas mais baixas para as mais altas; o relevo montanhoso, que força o ar a subir; ou ainda a convecção local, quando o calor do solo provoca o deslocamento ascendente do ar.

Granizo e fenômenos associados

O especialista explica que quase toda nuvem de tempestade contém granizo em seu interior, o que explica o aumento das ocorrências no estado.

“A altura dessas nuvens ultrapassa a linha de zero grau, o que permite que parte da umidade se converta em gelo. O granizo é sustentado pelas correntes ascendentes, ventos que sobem da superfície até as camadas superiores da nuvem”, afirma.

Nem sempre, porém, o granizo chega ao solo. Isso acontece porque as pedras menores permanecem suspensas pelas correntes de ar internas.

“Elas continuam crescendo até atingir um tamanho capaz de vencer a força do vento que as sustenta — e então caem”, completa Jusevicius.

Embora a meteorologia identifique condições favoráveis para o granizo, não há equipamentos no Brasil capazes de confirmar automaticamente a ocorrência. Por isso, registros visuais, como fotos e vídeos, são fundamentais para o monitoramento.

O Simepar disponibiliza um formulário online para que a população envie seus registros e contribua com as análises dos fenômenos meteorológicos. O formulário está disponível no site oficial do órgão.


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