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Carta aberta à classe trabalhadora continental

Cordilheira dos Andes vista da província de Catamarca, na Argentina. Foto: Arquivo Pessoal.

Por Mayco Alejandro Macías

Aprendamos com outubro, não apenas com o Outubro da Revolução Russa, mas também com os traços históricos que se realizaram entre o capital e o trabalho desde a Revolução Mexicana em diante. É fundamental continuar reduzindo a jornada de trabalho mediante o ajuste à intensificação do mundo do trabalho, aqueles mecanismos, companheiro Lula e companheiros/as da classe trabalhadora continental, em que estamos expostos aos brilhos de dinheiros acumulados na minoria perigosa e genocida do nosso continente, nos contamina com uma megamineração de cobre, ouro e lítio mais água – entre outros minerais estratégicos – fundamental para a defesa da pátria e do seu bem viver.

A intensificação é a aceleração do tempo histórico material e que hoje, sem regulações e estatizações das inteligências artificiais capitalistas mundiais, para serem inteligências artificiais de especificidade aos processos de trabalho e que partam do local-pessoal em direção ao global e que, no meio disso, o Estado ofereça condições de valorização do valor-preço da força de trabalho operária, reorganize o valor e o volume dos grandes e milhares de dinheiros que estão apostando na derrubada da capacidade de luta nas ruas.

Reduzem a realização da compra e venda da força de trabalho; o que antes nos levava horas e dias, hoje nos leva momentos e segundos.
Frear e dilatar o tempo histórico atual e a sua velocidade na aceleração é central para qualquer estratégia eleitoral que busque derrotar o imperialismo. Agora o que segue é regularizar a esfera da circulação da classe trabalhadora continental para voltar a viver, para voltar a ser um arvoredo; o contra-ataque dos Estados Unidos será não apenas pelas empresas das redes sociais e das suas inferências digitais, mas também vigiar, disciplinar, punir e impulsionar-nos a trabalharmos com velocidades mais amplas, mais rápidas e com mais destreza, esquecendo-nos da rua e da sua simplicidade.

A longo e a curto prazo, cairemos de novo no grande eixo que acompanha: a intensificação, a qual é a extensificação do tempo social excedente.

Reduzir a jornada também é aumentar o tempo de vida livre, de lazer e família, que, inversamente, é reduzir as velocidades de atuação, que já verás que a mais de um foi cortada uma extremidade, uma parte do seu corpo operário, uma grande cosmovisão da sua humanidade para apenas se concentrar nas máquinas remotas e em subir nos satélites militares desde as grandes economias centradas rumo às tuas fronteiras.

A independência de San Martín e Bolívar, assim como as grandes revoluções do nosso continente, sempre deixaram claro o seguinte: pátria na água, na terra, no céu e no próprio povo. Ou seja, é preciso conter o poder econômico e político das transmissões que vêm dos satélites para a Terra e que controlam os discursos hegemônicos e as invasões planejadas nos ares, executadas nas embaixadas e expandidas ao povo brasileiro que se encontra fora da fronteira formal do país. Não apenas são “maus ares”, mas também fazem interferência territorial e digital a partir dos países capitalistas que governam a classe trabalhadora que eles chamam de “estrangeira”, mas sabem muito bem que têm de manipular a tela do seu celular ou dos seus computadores para fechar os números no momento do pleito eleitoral.

E, sim, é preciso se adiantar para frear não apenas a intensificação e a extensificação, porque estas são as bases da inferência digital preparada para ser executada em horas e momentos constantes para a classe trabalhadora continental. A comunicação livre e soberana continua mediada pelos satélites militares e suas tropas, que sobem ao céu e que descerão dali para gerar comoções, porque os números de eleitores simpatizantes não fecham para eles.


Provocarão novamente uma guerra interna, mas, se perderem a batalha fundamental, que é o controle satelital e soberano do que circula pelos céus do continente e de sua parte brasileira, será um eixo fundamental para que cada brasileiro e brasileira, no mundo e fora de sua fronteira, se sinta representado pela direção fundamental da presidência e do seu Estado.

Lula… Vi você sair de Foz do Iguaçu a tiros no seu ônibus enquanto percorria o país, e sempre me perguntei como conseguiram isso; hoje me dou conta de que conseguiram ao localizá-lo pelos satélites militares imperiais. Festejaram que você ficou quieto e na prisão; agora que está em liberdade e a capoeira é dançar, quebre por nós as correntes que souberam nos colocar, passe você para a frente, com muito mais força, porque aqui ninguém sobra para continuar com o projeto de libertação que o Che, Fidel, Chávez, Néstor, Pepe e Cristina deixaram no tinteiro, e agora sim, vem aí uma reviravolta geral no tabuleiro.

Fecho os punhos e também com os dois dedos em V; saiba bem que aqui na Argentina, o 17 de outubro é um falso dia da Lealdade peronista, enquanto continuam questionando a condução geral de Cristina Fernández de Kirchner por baixo e nos atos políticos fazem seus discursos com pupilas dilatadas, dizem defendê-la, mas jamais souberam sair para defendê-la, ou seja, muito longe de 1945, quando se reclamava pela liberdade de Juan Domingo Perón, hoje é preciso seguir com a tática e estratégia que só você sabe quando estarão dadas as condições materiais e conjunturais para avançar mais, pois a nossa fome e perseguição já entenderam que vêm não só pelas nossas insalubridades mentais, mas também vêm por epidemias artificiais e não tanto. Então, quero te fazer lembrar que, quando Perón estava em Puerta de Hierro, a única coisa constante em que insistiu foi em voltar para a Argentina para cumprir sua lealdade ao povo, não só argentino, mas também latino-americano.

Aqui, Mayco Alejandro Macias, um estudante já graduado pela Universidade Federal da Integração Latino-Americana, que lutou junto ao movimento estudantil contra o golpe de Estado de Temer e das suas juntas de maus governos, como o de Bolsonaro.
Até a vitória sempre, companheiro de luta e da minha mesma mãe, nossa terra natal; faremos da América Latina e do Caribe uma verdadeira amizade e unidade para a justiça social, independência econômica e política real, assim como para que as dores que restem não sejam nunca mais as liberdades que nos faltam pela intensificação e extensificação da jornada de trabalho a reduzir e regularizar um pouco mais, porque, enquanto alguém tiver como exemplo o verbo da paz, sempre haverá um bastião que não poderão conquistar, e essa será a nossa palavra, ação e sentir pelos demais. Até mais, meu cara.

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*Mayco Alejandro Macías é bacharel em Relações Internacionais,

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