Nascido em Moura, 2 de agosto de 1925, Miguel Urbano Tavares Rodrigues, foi um jornalista e escritor português, e redactor do Diário de Notícias entre 1949 e 1956, chefe de redação do Diário Ilustrado (1956 e 1957), antes de se exilar no Brasil, onde foi editorialista principal de O Estado de S. Paulo (1957 a 1974) e editor internacional da revista brasileira Visão (1970 a 1974).
Regressado a Portugal após a Revolução dos Cravos, foi chefe de redacção do Avante! em 1974 e 1975 e director de O Diário entre 1976 e 1985. Foi ainda assistente de História Contemporânea na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1974-75), presidente da Assembleia Municipal de Moura em 1977 e 1978, deputado à Assembleia da República pelo PCP entre 1990 e 1995 e deputado às Assembleias Parlamentares do Conselho da Europa e da União da Europa Ocidental, tendo sido membro da comissão política desta última. Tem colaborações publicadas em jornais e revistas de duas dezenas de países da América Latina e da Europa e é autor de mais de uma dezena de livros publicados em Portugal e no Brasil.
Miguel Urbano Rodrigues é filho de Urbano Rodrigues e irmão de Urbano Tavares Rodrigues.
Jornalista e escritor; militante histórico do Partido Comunista Português. Começou a carreira de escritor, ainda jovem, quando frequentava o curso de Letras na hoje Universidade de Lisboa, no Diário de Notícias (1949-1956) e depois, ainda capital portuguesa, no Diário Ilustrado (até 1957). Pressionado pela censura salazarista, deixou o país e fixou-se no Brasil: aqui esteve de 1957 a 1974, foi editorialista de O Estado de S. Paulo e, na primeira metade dos anos 1970, editor internacional da revista Visão – ao mesmo tempo em que participava do Portugal Democrático, órgão dos antifascistas portugueses editado, entre 1956 e 1975, também em São Paulo.
A aventura que foi o sequestro do “Santa Maria”, em 1961 – a famosa operação Dulcineia, capitaneada por Henrique Galvão (1895-1970) –, tornou-o amplamente conhecido e, de algum modo, conscientizou-o da necessidade de um combate mais organizado para a derrubada do regime de Salazar.
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Biografia: Edison Carneiro
Simpático ao socialismo, três anos depois vinculou-se ao Partido Comunista Português/PCP (certa feita, observou que esta decisão, que marcaria toda a sua vida, fora influenciada pela leitura, em 1961, do romance O caminho das tormentas, de Alexei Tolstoi). A Revolução dos Cravos possibilitou o seu regresso a Portugal. Logo assumiu a redação do Avante!, órgão oficial do PCP e, em 1976, a direção de O diário, jornal de massas que circulou até 1990. A partir de 1986, dividiu o seu trabalho editorial com a intervenção política institucional: começou na Assembleia Municipal de Moura, passou como deputado pela Assembleia da República (1990-1995) e chegou à Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa.

















