Vítimas do acidente de ônibus na BR-040 são identificadas

Vítimas do acidente de ônibus na BR-040 são identificadas

Ônibus saiu de Belo Horizonte rumo ao Rio de Janeiro e tombou na BR-040; dez pessoas continuam internadas na Região Serrana

Coletivo operava de forma clandestina entre Minas Gerais e Rio de Janeiro, segundo a ANTT. Divulgação/CBMERJ,
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Petrópolis, RJ – Dez mulheres morreram na madrugada de domingo (16) quando o ônibus em que viajavam tombou no km 91 da BR-040, na descida da Serra de Petrópolis. Entre as vítimas estão uma mulher grávida e uma menina de apenas 7 anos. A Polícia Civil concluiu a identificação de todas as vítimas, e o Instituto Médico Legal (IML) já liberou nove corpos para que as famílias possam realizar os sepultamentos em Minas Gerais.

A viagem tinha saído de Belo Horizonte com 56 passageiros a bordo e terminaria na praia de Copacabana, na Zona Sul da capital fluminense. Por volta das 4h30, o veículo não conseguiu completar a curva na descida da serra e tombou. O trecho da pista federal passava por obras de manutenção no momento do desastre.

O impacto arremessou dezenas de ocupantes. Além das mortes imediatas, dezenas de pessoas ficaram feridas no local, sendo que 10 passageiros continuam internados em unidades de saúde da Região Serrana com quadros que exigem cuidados médicos.

O motorista do coletivo sobreviveu com ferimentos leves e deve prestar depoimento formal nos próximos dias na 105ª Delegacia de Polícia (Petrópolis), responsável pelo inquérito. Quem sobreviveu ao tombo relata que ele descia a serra em alta velocidade antes de perder o controle da direção.

A tragédia escancara a falta de fiscalização sobre o transporte de passageiros nas estradas federais. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) confirmou que a dona do ônibus, a empresa Estrela Guia Turismo, operava na clandestinidade: não tem registro nem autorização legal para realizar viagens interestaduais. O veículo também circulava com um adesivo da agência Samara, outra empresa inapta e sem cadastro válido para a rota.

A Estrela Guia limitou-se a informar que está colaborando com a polícia e que vai arcar com os custos do traslado dos corpos até as cidades de origem. A empresa, no entanto, não deu explicações sobre os motivos de colocar 56 vidas em risco em uma rota não autorizada. O Governo do Estado do Rio de Janeiro divulgou nota lamentando as mortes e destacou a atuação dos socorristas na serra.


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