Theodore John “Ted” Kaczynski (Chicago, Illinois, 22 de maio de 1942), também conhecido como Unabomber, é um prisioneiro estadunidense, um matemático por formação, e um pensador, escritor e ativista contra projetos que seguem direcionamentos expressos de fazer com que a inteligência artificial através das máquinas superem a soberania humana (matrix), preso sob a acusação de terrorismo e condenado à prisão perpétua por sua participação em uma série de atentados a bomba que mataram três pessoas e feriram outras 23, entre cientistas, engenheiros e executivos. Segundo seus próprios escritos, é entusiasta de projetos de desenvolvimento tecnológico e científico que sejam benéficos para a melhoria da qualidade de vida humana.
Atentados, Manifesto e Prisão
Antes da identidade de Kaczynski ser conhecida, o FBI usou o título “UNABOM” (acrônimo de university and airline bomber) para se referir ao caso desses ataques, o que resultou na mídia passar a chamá-lo “The Unabomber”. Em 24 de abril de 1995, Kaczynski enviou uma carta aoThe New York Timesna qual se comprometia “a desistir do terrorismo” se o próprio “Times” ou oThe Washington Postpublicasse um manifesto atribuído a um grupo que se chamaria Freedom Club. Os dois jornais publicaram esse manifesto, chamado Industrial Society And Its Future (também conhecido pela sigla ISAIF ou como “The Unabomber Manifesto”), em 19 de setembro de 1995.
No manifesto mesmo, Kaczynski reconhecia que aqueles atentados foram extremos, porém argumentava que foram necessários para atrair a atenção do público para a derrocada da liberdade humana provocada pelas tecnologias modernas, as quais exigem uma organização em larga escala que reduz a capacidade de atuação individual. Diante do incontrolável avanço tecnológico e industrial, Kaczynski recusa seus benefícios e denuncia esse desenvolvimento como a principal ameaça à integridade da Natureza (selvagem e humana) e à plenitude da liberdade e da dignidade dos indivíduos e dos pequenos grupos humanos.
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Apesar dos esforços investigativos do FBI, que classificou Ted Kaczynski como um “terrorista doméstico” (i.e., de origem estadunidense), ele não foi preso como resultado dessa investigação. Na realidade, foram seu próprio irmão e a esposa deste que reconheceram o estilo de escrita de Kaczynski no texto do manifesto, e avisaram o FBI. O tribunal nomeou os advogados de Kaczynski, mas este acabou por recusá-los, pois eles queriam alegar insanidade para evitar a pena de morte, e Kaczynski não quis declarar-se insano. Quando se tornou claro que o prolongamento daquele julgamento implicaria uma maior exposição de Kaczynski nas cadeias nacionais de televisão, o tribunal aceitou um acordo de confissão, pelo qual Kaczynski se declarou culpado, sendo assim sentenciado à pena de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.
O caso virou série na Netflix e o livro do manifesto se tornou um dos mais vendidos no mundo, traduzido em diversos idiomas. Leia o Manifesto AQUI
Alguns intelectuais anarquistas chegaram a sair em sua defesa, como o estadunidense John Zerzan e o inglês John Moore, os quais manifestaram e mantiveram, porém, diversas reservas quanto às suas ações e ideias.
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