Oiapoque, AP – A Petrobras confirmou a descoberta de petróleo na Foz do Amazonas nesta segunda-feira. O anúncio oficial ocorreu durante entrevista coletiva concedida no município de Oiapoque, cidade situada na fronteira norte do Amapá com a Guiana Francesa. A declaração contou com a participação direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente da estatal, Magda Chambriard. A presença do recurso fóssil foi comprovada nos testes de perfuração do poço pioneiro batizado de Morpho, localizado em águas profundas na costa amapaense.
A confirmação técnica ocorre poucos dias após a petroleira estatal ter comunicado, na última sexta-feira, a identificação preliminar de hidrocarbonetos na bacia sedimentar da região. Segundo Chambriard, a fase atual de perfuração e coleta de dados geológicos deve se estender pelos próximos 15 a 20 dias. Esse prazo servirá para que o corpo de engenheiros e geólogos conclua os testes de formação e apresente relatórios consistentes sobre a densidade do material e a viabilidade comercial do reservatório.
“Tem petróleo, tem descoberta, a gente ainda não sabe quanto. Vamos continuar investindo, explorando e o futuro vai dizer quanto o Amapá pode nos oferecer, mas nós aqui desse macacão cor-de-abóbora estamos extremamente otimistas com o que a gente está encontrando por aqui”, disse a presidente da Petrobras aos jornalistas.
A estratégia da companhia na região não vai parar na perfuração do poço Morpho. A estatal projeta abrir mais três poços no mesmo bloco exploratório, além de perfurar outros cinco em áreas marítimas adjacentes ao longo da costa norte. “É esse gigantesco esforço exploratório que vai nos dizer o real potencial da região”, explicou Magda Chambriard durante a coletiva no extremo norte do país.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que também integrou a comitiva federal no Amapá, classificou o anúncio como um “dia histórico” para o setor produtivo nacional e dirigiu elogios ao que chamou de “corpo aguerrido da Petrobras”. De acordo com o ministro, a abertura dessa nova fronteira representa um passo concreto para garantir a autossuficiência e a soberania energética do Brasil nas próximas décadas.
A atividade exploratória no litoral do Amapá é o ponto de partida do avanço da companhia sobre a chamada Margem Equatorial, extensa faixa marítima que vai da costa amapaense até o litoral do Rio Grande do Norte. Conforme as diretrizes do Plano de Negócios 2026–2030 da Petrobras, a empresa reservou um montante de US$ 2,5 bilhões em investimentos dedicados exclusivamente a essa área, prevendo a perfuração total de 15 poços exploratórios para mapear as riquezas do subsolo marinho.




















