Pix no exterior: veja países que aceitam a forma de pagamento

Pix no exterior: veja países que aceitam a forma de pagamento

Parcerias privadas garantem transações por QR Code em destinos das Américas e Europa, utilizando câmbio comercial para fugir do IOF alto do cartão.

Pagamento via aplicativo reduz incidência de IOF alto. Bruno Peres/Agência Brasil
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BRASÍLIA, DF — Turistas brasileiros que viajam ao exterior já contam com a opção de realizar pagamentos via Pix diretamente no comércio de oito países na América do Sul, América do Norte e Europa. A modalidade, que amplia a aceitação do meio de pagamento no exterior com menos taxas, funciona por meio de parcerias entre fintechs nacionais, instituições financeiras e credenciadoras internacionais de maquininhas, sem depender de um sistema governamental transfronteiriço.

A operacionalização do serviço nos pontos de venda estrangeiros ocorre de forma similar ao procedimento adotado no mercado interno. A maquininha do estabelecimento parceiro gera um QR Code na tela, que é escaneado pelo usuário por meio do aplicativo do seu próprio banco brasileiro. Antes da confirmação via senha ou biometria, o aplicativo exibe o valor final já convertido para a moeda nacional com as taxas inclusas. A liquidação e o repasse ao comerciante local na moeda do país de destino ficam a cargo das empresas de câmbio credenciadas pelo Banco Central, chamadas de eFX.

A principal vantagem econômica da alternativa em relação aos cartões de crédito tradicionais está na alíquota tributária. Enquanto as transações internacionais no cartão são submetidas a uma cobrança de 5,38% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) somada à cotação do dólar turismo, as operações processadas via aplicativo utilizam taxas de câmbio comercial e tributação reduzida, além de dispensar o carregamento de moeda física ou a busca por casas de câmbio.

Abrangência e parcerias comerciais

O serviço está disponível em estabelecimentos do Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai, Estados Unidos, Portugal, Espanha e França. A presença da ferramenta concentra-se em redes comerciais, restaurantes, meios de hospedagem e centros turísticos de cidades como Miami, Orlando, Lisboa, Madri e Paris, além de lojas de fronteira e estações de esqui na América do Sul.

A infraestrutura do sistema no exterior é mantida por arranjos corporativos específicos em cada mercado. No Chile, a fintech PagBrasil atua em conjunto com a credenciadora VirtualPOS para disponibilizar a leitura de QR Code em milhares de terminais. Na Argentina, o Banco do Brasil firmou cooperação com o Banco Patagonia para garantir o processamento em mais de 6 mil estabelecimentos. No Uruguai, a tecnologia é fornecida pela Getnet, enquanto nos Estados Unidos a integração foi desenvolvida pela Verifone. A liquidação financeira transfronteiriça utiliza o suporte de instituições como o Banco BS2 e a plataforma Remessa Online.

Regulamentação e volume transacionado

O Banco Central faz a ressalva de que não há um projeto de “Pix internacional” público e oficial gerido pela autoridade monetária brasileira fora do país. As transações presenciais em território estrangeiro são contabilizadas no balanço geral de operações de câmbio e transferências internacionais, sem a publicação de um painel isolado de dados estatais sobre a modalidade.

Apesar da ausência de estatísticas consolidadas pelo órgão regulador, empresas do setor financeiro relatam expansão contínua da demanda. A PagBrasil aponta um crescimento médio de 22,5% ao mês no volume de operações efetuadas fora do Brasil. Levantamentos do Global Payments Report indicam que a base de 170 milhões de usuários cadastrados no Pix motiva credenciadoras internacionais a adaptar seus sistemas de captura para atender ao fluxo de viajantes brasileiros.


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